quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Antonio Diogo, Distrito de Redenção, Ceará

Igreja Matriz

O transporte ferroviário foi de fundamental importância para as localidades do interior do Estado. Enquanto ainda não era atravessado pelos trilhos, os lugarejos tinham sua imagem fortemente marcada pela ausência de uma dinâmica própria do desenvolvimento econômico, que chegaria mais tarde com o tráfego ferroviário.

A linha-tronco, ou linha Sul, da Rede de Viação Cearense surgiu com a Estrada de Ferro de Baturité, aberta em seu primeiro trecho em 1872 a partir de Fortaleza e prolongada nos anos seguintes. Quando a ferrovia estava na atual Acopiara, em 1909, a linha foi juntada com a E. F. de Sobral para se criar a Rede de Viação Cearense, imediatamente arrendada à South American Railway. Em 1915, a RVC passa à administração federal.

A linha chegou ao seu ponto máximo em 1926, atingindo a cidade do Crato, no sul do Ceará. Em 1957 passa a ser uma das subsidiárias formadoras da RFFSA e em 1975 é absorvida operacionalmente por esta. Em 1996 é arrendada juntamente com a malha ferroviária do Nordeste à Cia. Ferroviária do Nordeste (RFN). 



Estação de Canafístula, inaugurada em 1880, ao pé da Serra do Vento, entre Fortaleza e Baturité. Na década de 1940 o lugar passou a se chamar Antônio Diogo.    


Com a desativação da linha, o prédio da antiga estação, encontra-se atualmente com as portas lacradas, abandonado e cercado de mato rasteiro, esperando o momento certo de virar ruínas. O Distrito de Antônio Diogo está em vias de se tornar município,  uma vez que preenche os requisitos para tanto e o processo já está em andamento. Bem que os atuais gestores podiam começar pela preservação do patrimônio histórico e cultural da nova futura cidade.      


A Estrada de Ferro foi de grande importância para o desenvolvimento do Ceará e influenciou muito na criação das cidades por onde ela cruzava, não apenas fez surgir novos núcleos de povoamento, mas também fez surgir  novas ruas, novos traçados. 



A inauguração da Estação de Canafístula, movimentou o comércio local e todo tipo de mercadoria era trazido para se vender na chegada do trem, principalmente comidas típicas, frutas e peças de artesanato local, aproveitando a nova freguesia que chegava a bordo dos trens de ferro. As vendas feitas aos passageiros e visitantes, passaram a ser a principal fonte de renda de muita gente do lugar. Suas idas e vindas mexiam com tudo por onde passava, movimentava pessoas, cargas, lugares, vidas e sonhos.




Casas e ruas de Antônio Diogo, emolduradas pelo verde profundo da Serra do Vento, pertencente ao maciço de Baturité.

  Rua principal

Uma legítima bodega cearense, um dos últimos exemplares de um tipo de comércio que a modernidade tratou de banir da cena urbana.  

fotos: Rodrigo Paiva e Fátima Garcia 
foto da estação antiga: http://www.estacoesferroviarias.com.br

17 comentários:

  1. Fiz uma viagem ao passado...Foi bom saber o antigo nome da Estação de Antônio Diogo : Canafistula.
    Gostaria de ver um dia essa estação restaurada e funcionando como um centro cultural, tão necessário por esses lados...As fotos são lindas, principalmente a da bodega.
    Gostei de rever a estação, ainda com portas, na foto antiga.
    Boa pesquisa, Dona Fátima!
    Abraço

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  2. A estação de Baturité virou museu e centro de artesanato. Podiam aproveitar a de Antonio Diogo, né?
    bjs

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  3. Pois é...acabei de vir de lá. A postagem
    de Baturité também ficou uma graça. Essa
    região é mesmo linda!
    Beios

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  4. nasci em Antonio Diogo, como a maioria dos nascidos na década de 70, nasci em casa, no sitio da família, hoje vejo as fotos e percebo que fiquei muito tempo longe de casa, mas um dia voltarei, nem que seja pra lembrar e recordar os momentos felizes da minha infância, onde estudar e brincar depois da aula eram minhas únicas, preocupações.

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    1. Minha mãe e meus avos são de antônio Diogo, fico triste ao ver a estação assim abandonada, adoraria pode conhece´-a por dentro, quando criança ficava encantado com as historia que minha mae contava sobre sua infância nesse local

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  5. o lugar está crescendo, Luizinho, está prestes a virar município.

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  6. Não é a toa que nossa querida cidade atualmente é carinhosamente chamada de Antonio Di Ouro ou Antonio D'Ouro, como preferir. Rumo à Emancipação - 121 anos.add aí nosso FB. http://www.facebook.com/profile.php?id=100003053863020

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  7. Estou vendo a estação ferroviária entregue ás baratas e as ruinas, deveria ter uma intervenção popular e ser um centro cultural, principalmente um barzinho em anexo p,ra ser uma especie de propaganda popular e levar assim ao conhecimento público

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    1. A estação é provavelmente a construção mais antiga de Antonio Diogo, é um patrimônio histórico-cultural e fez parte da vida de muitos moradores. Merece ser preservada.

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  8. MInha cidade...bateu aquela saudade...cruzava todos os dias nesta estação...é uma pena esse total abandono...a bodeguinha ficou uma graça...

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  9. Ola Cici,
    Antonio Diogo é mesmo uma cidade muito simpática, adorei conhece-la. A estação está precisando de mais atenção, antes que se degrade de vez
    abs

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  10. Quanta saudades do tempo em que eu tinha os menus nove anos de idade andando nesse município com destina a localidade chamada currais, quase meu pai comprava umas terras nesse belo lugar, acho que ainda vivem familiares do Sr. chico Lídia que veio de Capistrano de Abreu, morar em curriais, tempo bom.

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  11. Morei nesta cidade e Estudei na Escola Camilo Brasiliense.Tenho boas lembranças desta cidade e das pessoas que até hoje não esqueço. Hoje moro no Rio de Janeiro e ver essas imagens e como voltar ao passado.

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  12. Morei nesta cidade e Estudei na Escola Camilo Brasiliense.Tenho boas lembranças desta cidade e das pessoas que até hoje não esqueço. Hoje moro no Rio de Janeiro e ver essas imagens e como voltar ao passado.

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    1. belas lembranças, José Amilton, o lugar não mudou muito. Atualmente tem uma nova igreja, construida recentemente

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  13. Hoje eu moro em António Diogo essa estação​ está caindo aos pedaços queria ver essa estação ser transformada em um centro cultural junto a um museu

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  14. VINICIUS LIMA, EU ME CHAMO TABOSA, MINHA FAMÍLIA TODA E DE REDENÇÃO APRESAR DE TER NASCIDO EM FORTALEZA,
    COMO FAÇO PARA TER UMA PESSOA QUE ME LEVE PARA CONHECER A ESTAÇÃO PARA MONTAR, ENCAMINHA E VIABILIZAR UM PROJETO DE RESTAURAÇÃO.
    CONTATO (85)98719-3700

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