Mostrando postagens com marcador estrada de ferro baturité. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estrada de ferro baturité. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de março de 2016

Acopiara

O povoamento da região compreendida entre os limites do atual Município de Acopiara, começou em 4 de julho de 1719, nas primeiras décadas do século XVIII, quando foi concedida, ao Alferes Antonio Vieira Pita, pelo Capitão-mor Salvador Alves da Silva, uma sesmaria no riacho Quincoê, medindo três léguas de terra pelo dito acima. 

Com o tempo foram chegando inúmeras famílias que se fixaram na terra, visto tratar-se de excelentes terrenos de ribeira, propícios à agricultura. Os primeiros habitantes eram da família Pereira Silva, clã que ali passou a ser cognominado de "O Lajes", apelido oriundo da natureza do terreno que se apresentava muito pedregoso. 

Mais tarde, o povoado ficou sendo chamado simplesmente de Lajes, bem como a estação de Estrada de Ferro de Baturité, inaugurada em 10 de julho de 1910, também assim denominada. 

Rua Manoel Deodoro

O Município foi criado, desmembrando-se do então distrito de Iguatu, pela Lei nº 1875, de 28 de setembro de 1921, com sede núcleo de Lages, então elevado a vila, e inaugurou-se a 14 de janeiro de 1922. 

A estação de Lajes foi inaugurada em 1910 no povoado do mesmo nome, que passou a crescer exatamente por causa da implantação da estação ferroviária. Nos anos 1920, o então já distrito e a estação passaram a se chamar Afonso Pena e, em 1943 passou a ser chamada de Acopiara.

Elevada a sede à categoria de cidade, pelo Decreto nº 448, de 20 de dezembro de 1938. Foi seu primeiro Prefeito Celso de Oliveira Castro, que ali fixando residência e juntamente com o Monsenhor José Coelho da Rocha, vigário de Iguatu, muito trabalhou pelo desenvolvimento da nova comuna. 


Criada por D. Quintino Rodrigues de Oliveira, 1º Bispo de Crato, a Freguesia data de 12 de outubro de 1921, desmembrada da de Iguatu, tendo sido seu primeiro vigário o Pe. Leopoldo Rolim. A padroeira é N. S. do Perpétuo Socorro. A igreja matriz foi fundada por Monsenhor José Coelho da Rocha, cujo nome é homenageado numa das praças da cidade. 

Lages era a primitiva denominação que um Decreto de 4 de dezembro de 1933, mudou para Afonso Pena. Mais tarde, novo Decreto, de 30 de dezembro de 1943, denominou a cidade de Acopiara. 
 
O município é constituído de 10 Distritos: Acopiara(sede), Barra do Ingá, Ebron, Isidoro, Quincoe, Santa Felicia, Santo Antonio, São Paulinho, Solidão, Trussu.


 
Praça da Matriz
Na década de 1970, Acopiara foi o segundo produtor de algodão do estado do Ceará, mas as constantes secas, bem como a inserção do bicudo em suas lavouras, contribuíram para que sua produção fosse bastante reduzida. Contudo, o ramo algodoeiro ainda tem contribuído muito na economia local. 
 
Como em muitas cidades do interior do Ceará, Acopiara tem em sua produção agrícola a maior fonte de renda, muito embora possa-se verificar que a agricultura se apresente ainda na sua maioria como de subsistência de pequenos produtores. Destaque para o ramo aviário, que cresceu muito nos últimos anos.


Limites: 
Norte: Mombaça, Piquet Carneiro e Deputado Irapuan Pinheiro, Leste: Quixelô e Solonópole, Sul: Iguatu, Quixelô e Jucás, Oeste: Saboeiro e Catarina.  
A área da unidade territorial: 2.265,349 km². 
Distância de Fortaleza: cerca de 345 km. 
Localização: Acopiara está situada na mesorregião do Centro Sul cearense, microrregião de Iguatu. 
População: de acordo com o IBGE, em 2010 a população de Acopiara era de 51.160 habitantes, com projeção de 53.135 habitantes em 2015.

fontes:
IBGE
Wikipédia
fotos: IBGE e estações ferroviárias 

domingo, 29 de março de 2015

Histórias e causos do Barão de Aquiraz

Gonçalo Baptista Vieira nasceu em Arraial de São Mateus, atual município de Jucás, em 17 de maio de 1819 e faleceu em Fortaleza, em 10 de março de 1896, filho do capitão-mor, do mesmo nome. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Olinda, em 1843, na mesma turma que Tomás Pompeu de Sousa Brasil.
 
No ano de sua formatura, foi diretor e acionista da Estrada de Ferro Baturité. Era filiado do Partido Conservador, foi deputado à Assembleia Geral e  exerceu o cargo de vice-presidente da província em 1877.  Gonçalo Batista  foi um homem marcado pelas contradições do tempo em que viveu. Sendo grande latifundiário, era simpatizante da causa abolicionista e tinha fama de que maltratava seus escravos. Em 1871 recebeu de Dom Pedro II o título de Barão de Aquiraz.

Quase 120 anos após a sua morte, o Barão de Aquiraz é uma figura pouco conhecida na História do Ceará. Em Assaré, município onde manteve uma fazenda, é lembrado como um personagem distinto daquela que os historiadores esboçam. De líder político e empreendedor, o Barão se converteu em personagem fantástico no imaginário do povo.


Casarão do Infincado onde morou o Barão de Aquiraz
imagem: https://www.facebook.com/permalink.php 

Em péssimo estado de conservação em razão do abandono e do desgaste natural, o casarão da fazenda que pertenceu ao Barão de Aquiraz, na localidade de Infincado, em Assaré, alimenta as histórias em torno de seu antigo dono. Histórias de assombração, de fortunas enterradas, protegidas por artifícios mágicos, além de “causos” a respeito da crueldade do velho Barão. Na cidade, a casa grande do Barão de Aquiraz e os causos são bastante conhecidos. No entanto, um número muito pequeno teve a oportunidade de vê-la de perto. “Ela fica muito longe. A estrada pra lá é ruim, além de não ter nada. É só mato”, conta o comerciante João Palácio.

 Assaré - Igreja de N.S. das Dores - foto do acervo do IBGE 

A localidade de Infincado fica em Genezaré, distrito de Assaré, distante 24 km da sede do município. O terreno acidentado, da estrada carroçável, estende o tempo de viagem, chegando a duas horas de carro. Quando se chega a Genezaré, é preciso atravessar a área povoada, com casas, praça e capela própria. Seguem-se outros 10 km até chegar ao casarão.

Casa e personagem são protagonistas e coadjuvantes de histórias fantásticas. O cenário é mesmo, mas mudam os tempos - indo de causos de quando o Barão de Aquiraz era vivo ao tempo presente, quando este sobrevive como vestígio.

Douglas Nogueira e Erisberto Gonçalves, da Associação de Jovens de Genezaré, pesquisaram sobre a história da casa e colecionaram causos. No campo da história, os dois jovens falam de um rico senhor de terras, que em seu auge financeiro, teve propriedades em Campo Sales, Potengi, Araripe e para além dos limites do Estado, em Pernambuco e no Piauí. Construído em meados do século XIX (não há uma data precisa de sua fundação), o casarão é robusto, com 72 portas, com paredes largas e estruturas em cedro. Foi erguida pelos escravos da propriedade, que moldavam as telhas nas próprias pernas.

No campo do imaginário, mantido por narrativas que passam de geração à geração, o lugar foi palco de cenas de crueldade.  Os moradores mais antigos contam que o Barão era um homem muito perverso. Certa vez teria feito um escravo carregar uma pedra enorme, de um córrego a quilômetros da casa. Quando ele chegou lá, caiu morto, com a pedra por cima,  conta Douglas Nogueira.

O temperamento cruel do fazendeiro reaparece quando se conta dos escravos que mandou matar. “Era um casal de negros, que tinham um caso. O Barão, que era apaixonado por ela, ficou louco quando soube e pôs fim a vida deles. Depois disso, o povo conta que ele passou a ser assombrado pela alma dos escravos. Ouvia correntes sendo arrastadas, as redes da casa eram sacudidas. Ainda hoje tem quem diga que você ouve essas correntes à noite”, narra Erisberto Gonçalves.

Curiosa a descrição da crueldade do Barão para com seus escravos, porque a história o registrou como simpatizante do abolicionismo. Em março de 1883, antes da abolição da escravidão no Ceará, o proprietário teria dado a carta de liberdade para seus cativos. Outras histórias dão conta de aparições do fantasma do Barão, que indicaria onde estão escondidas botijas contendo moedas de ouro, dentro e fora da casa. Estas seriam protegidas por uma cobra, que ameaça devorar quem escavar no lugar errado.

Caso emblemático é o de uma narrativa sobre a morte do Barão de Aquiraz. É Douglas Nogueira quem a reproduz: “quando ele morreu, o corpo saiu da sede da fazendo, em cortejo, com familiares e escravos da propriedade. No meio do caminho, a família encontrou dois escravos, que pediram para carregar a rede, por ordem do cemitério. Eles partiram na frente e a família os perdeu de vista, quando encontrou foi só a rede e as madeiras. Nenhum sinal do corpo ou dos homens que iam carregando ele”. 

Casa em que residiu o Barão de Aquiraz, que mais tarde pertenceu a Luiz Severiano Ribeiro e foi demolida para dar lugar ao Edifício São Luiz, na Praça do Ferreira. (foto do Arquivo Nirez)

A história contradiz o que ficou registrado nos documentos do morto. Falecido em 1896, já não existiam escravos à época; e o Barão de Aquiraz faleceu em sua propriedade na Capital, precisamente onde hoje se encontra o Cine São Luiz, e foi sepultado no Cemitério de São João Batista. 

Diario do Nordeste
wikipédia



quinta-feira, 28 de março de 2013

A Modernização pelos Trilhos


Acompanhando o crescimento da produção e do comércio, e para ele contribuindo igualmente, verificou-se na segunda metade do século XIX a ampliação dos meios e vias de transporte, de forma a dotar a província de melhores estruturas para o escoamento das mercadorias em direção ao litoral.

Placa comemorativa do 1° centenário da Estrada de Ferro de Baturité (foto Rodrigo Paiva)

Após alguns planos que não saíram do papel, em 1870, o governo provincial assinou com a Companhia Cearense da Via Férrea Baturité, um contrato para a construção de uma ferrovia ligando a capital à vila do mesmo nome. Tal companhia tinha como diretores o Pe. Thomaz Pompeu de Souza Brasil (O Senador Pompeu), Gonçalo Batista Vieira (Barão de Aquiraz), os comerciantes Joaquim da Cunha Freire (Barão da Ibiapaba) e Henrique Broochlehurst, sócio da firma R. Singlehurst e Cia – a popular Casa Inglesa – e o engenheiro José de Albuquerque Cavalcante.
Em 1873 foi inaugurado o primeiro trecho da EFB entre Fortaleza e o Arronches (atual Parangaba) e em 1876, o de Pacatuba. Havia planos para estender os trilhos até o vale do Cariri, mas desde o início o empreendimento teve problemas financeiros – daí os atrasos nas obras e os constantes auxílios do governo.

Os trilhos da Estrada de Ferro e a antiga Estação de Baturité (foto Rodrigo Paiva)

Em 1878, a Estrada de Ferro Baturité acabou encampada pelo governo imperial. Cinco anos depois os trilhos finalmente chegaram a Baturité. Posteriormente, sucederam-se prolongamentos em direção ao sul cearense, chegando ao Crato em 1926.
A Estrada de ferro trouxe benefícios à produção agrícola e ao comércio do Ceará, facilitando o escoamento da produção sertaneja (especialmente algodão e café) para Fortaleza e daí para os centros consumidores do além-mar, e transportando a bens industrializados para o interior. 
Em 1878, durante a calamitosa estiagem (1877-79) o governo imperial determinou com seus recursos a construção de uma outra ferrovia no Ceará, ligando Camocim a Sobral, na qual por caridade, foi usada a mão-de-obra sertaneja. O trecho Camocim-Granja foi inaugurado em 1881 e em dezembro de 1882, inaugurada a estação de Sobral.

Estação de Camocim da Estrada de Ferro de Sobral (foto Rodrigo Paiva) 

A construção da Estrada de ferro Sobral trouxe alguma prosperidade para Camocim em detrimento de Acaraú, em virtude da decadência da histórica rota comercial antes feita pelo porto desta cidade. O surto da borracha na Amazônia na década de 1880 provocou euforia no norte cearense – o porto de Camocim, por ser mais próximo da Amazônia viveu grande agitação, com o comércio e a saída de cearenses para aquela região.
Com a ferrovia, Sobral incrementou o controle sobre o centro-norte do Ceará e com os prolongamentos da EFS – para Crateús em 1912 e Ibiapaba em 1918 – influenciou mesmo áreas do Piauí e Maranhão.

Estação de Sobral foi inaugurada em 1882 como ponta de linha da Estrada de ferro de Sobral (foto de 1957 do site estações ferroviárias do Brasil) 

A cidade conheceu igualmente uma fase de expansão urbana e aformoseamento (construção do Teatro São João, do Jockei Club, casas elegantes, etc.) em 1950, após muitas interrupções, se concluiria a estrada de ligação entre a EFS e a EFB, iniciada em 1910.
Além de várias estradas de rodagem abertas na segunda metade do século XIX entre as vilas, ampliou-se a navegação de cabotagem no litoral cearense. Até 1858, a única companhia marítima nacional a vapor que frequentava a província era a Companhia Pernambucana, a qual enviava um único navio aos portos locais. 

teatro São João em Sobral, inaugurado em 1875 (foto do site da prefeitura de Sobral) 

A partir de 1865 por contratos do governo cearense outras companhias começaram a fazer escalas nos portos do Ceará, como a Companhia de Navegação a Vapor do Maranhão, a do Rio de Janeiro e algumas companhias estrangeiras. Fortaleza assim passou a ter nos anos 1860, não só a primazia do comércio direto com a Europa, favorecida pelas linhas de vapores ingleses e pelo fechamento da Alfândega de Aracati em 1851, mas também com outras províncias  uma vez que seu porto foi incluído nas rotas que se estendiam para a região Sudeste, ligando-a aos mais importantes portos do País.

extraído do livro de Aírton de Farias
História do Ceará

terça-feira, 31 de julho de 2012

Maranguape

Rua de Maranguape. O primeiro imóvel à esquerda é o Solar Bonifácio Câmara, onde funciona a Biblioteca Pública do Município.

As origens do município datam do século XVII, quando a expedição holandesa, comandada por  Matias Beck, chegou ao Ceará no ano de 1649, conduzindo cerca de 298 homens, entre soldados, índios e negros escravos. O capitão holandês fundeou na  Enseada do Mucuripe, construindo o forte "Schoonenborch", nas cercanias do riacho Pajeú, em cuja volta se desenvolveu o povoado que mais tarde seria a vila de Fortaleza de Nova Bragança.
Os holandeses vieram em busca de supostas minas de prata, existentes na Serra de Itarema ,– próximo ao lugar onde acampavam e não muito distante da serra de Maranguape;  Os holandeses acreditavam encontrar esses tesouros no Ceará, numa daquelas serras que azulavam no horizonte.

Praça Capistrano de Abreu

A expedição batava à Serra de Itarema constitui a primeira exploração do homem branco nas terras do atual município de Maranguape, àquela época habitadas por índios potiguaras, que dilatavam seus domínios na faixa litorânea, desde o Rio Grande do Norte até a Barra do Ceará,  e daí ao Piauí.
As primeiras sesmarias foram concedidas no início do Século XVIII,  mas o povoamento, entretanto, só veio a se efetivar nos primórdios do Século XIX com a decidida atuação do português Joaquim Lopes de Abreu que, por doação do governo na metrópole, entrou no domínio de algumas sesmarias, incorporando-as a outras anteriormente compradas.
Em breve surgiu o arruado, à margem do riacho Pirapora, em torno de uma capelinha, construída para atender às necessidades religiosas dos moradores, que se ocupavam nas atividades agrícolas, especialmente na cultura do café. Em 1851-1852 a produção de café da província era obtida quase toda nas serras de Maranguape. Em 1875, Maranguape ecebe um grande impulso econômico com a inauguração da linha férrea da Estrada de Ferro Baturité, que funcionou até 1963, quando foi desativada.  Na segunda metade do século XIX, mais uma leva de portugueses iniciam mais uma atividade econômica, a plantação de cana-de-açúcar e a produção de cachaça.


População: 115.465 habitantes - (estimativa 2011 - IBGE)
área: 590,886 km²
densidade demográfica: 192,19 hab/km²
distância de Fortaleza: 30 km
localização: Região Metropolitana de Fortaleza
Limites: 
Norte - Caucaia e Maracanaú
Sul - Palmácia, Caridade e Guaiuba
Leste - Maracanaú e Pacatuba
Oeste - Pentecostes e Caridade

 



Distrito criado com a denominação de Maranguape, por provisão de 1° de janeiro de 1760 e ato provincial de 18 de março de 1842, subordinado ao município de Fortaleza. Elevado à categoria de vila com a denominação de maranguape, pela Lei Provincial n° 533, de 17 de novembro de 1851, sendo desmembrado de Fortaleza. Sede no núcleo de Maranguape. Elevado à categoria de cidade em 1869.

Museu da Cidade




 O prédio que atualmente abriga o Museu da Cidade já funcionou como escola, cadeia, delegacia de polícia e instituto médico legal. A segunda utilização justifica as grades nas janelas, e paredes e portas reforçadas. O "x" pintado sobre a porta indicava o número da cela. Sua construção foi iniciada em 1877, empregando mão-de-obra de retirantes da grande seca iniciada naquele ano. Destinava-se inicialmente a ser uma escola pública, e como tal funcionou durante muitos anos. 



O acervo do museu é composto de material sobre o humorista Chico Anísio, um dos filhos mais ilustres de Maranguape, móveis, cadeiras e utensílios antigos doados por moradores e peças usadas no exercício da medicina.     

Igreja Matriz de N.S. da Penha




Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha  

A Igreja principal da cidade foi fundada em 04 de agosto de 1849. A edificação preserva traços da antiga arquitetura religiosa do Estado. Maranguape tem uma peculiaridade de possuir dois padroeiros: Nossa Senhora da Penha e São Sebastião, este último foi escolhido pelo povo em Ação de Graças, devido à suposta intervenção do mesmo na grande epidemia de cólera ocorrida em Maranguape no ano de 1862. Os fiéis acreditam ter sido a partir da proteção de São Sebastião responsável pelo fim da epidemia.


Sítio Ipu, e a casa onde nasceu Chico Anísio 

 Chico Anísio nasceu em 12 de abril de 1931, no Sítio Ipu, em Maranguape. Viveu durante sete anos em Maranguape, quando mudou-se para Fortaleza com a família. Seu pai era presidente do Ceará Sporting Club e dono de uma empresa de ônibus. Em meados de 1940, a empresa de seu pai pegou fogo, e a 'riqueza' da família virou cinzas. Como Chico dizia, 'dormiu rico e acordou pobre'. Foi quando viajaram para o Rio de Janeiro. Lá começou a trabalhar com imitações, participando de shows de calouros. Ganhava todos que participava, no Rio de Janeiro e em São Paulo, chegando ao ponto de os organizadores o proibirem de participar dos shows. Foi quando ingressou na rádio Guanabara que suas imitações dos tempos de calouro o fizeram famoso. Logo ao chegar na rádio, inscreveu três programas humorísticos, que foram prontamente aceitos pela direção da emissora.


Em 1950, já na rádio Mayrink Veiga, nasceu o que chamou de seu 'primeiro gol': o professor Raymundo, seu personagem mais complexo e famoso. 
Em 65 anos de carreira criou 209 personagens,  publicou 21 livros e pintou cerca de 300 quadros. Como compositor tem 27 discos gravados e ganhou dois discos de ouro, quando fazia com Arnaud Rodrigues, a dupla  "Baiano e os Novos Caetanos".
Chico Anísio faleceu no dia 23 de março de 2012, no Rio de Janeiro.

Fotos de julho/2012
por Rodrigo Paiva e Raquel Vianna
pesquisa:
IBGE
Wikipédia
e outras informações colhidas no local