Até o final da década de 1970 a área que hoje corresponde ao bairro Jangurussu era o aterro sanitário da cidade. A ocupação da área começou ao redor do aterro, por famílias migrantes em busca de moradia e trabalho, dando origem às primeiras comunidades do território. No entorno do lixão, várias comunidades foram se formando, dando origem à Favela do Jangurussu, conhecida por "Favela do Lixo".
Outro grande habitacional da área, o Conjunto José Euclides foi concluído em duas etapas nos anos 2017 e 2018, com 2.992 unidades divididas em blocos com 16 apartamentos cada. Entregue inicialmente sem escolas, creches ou linhas de ônibus, os moradores se uniram para lutar por seus direitos.
O Residencial Luiz Gonzaga I e II, localizados na Rua Estrela de Ouro, o Luiz Gonzaga original foi inaugurado em novembro de 2019. Em novembro de 2025, foi autorizada a construção do Luiz Gonzaga II, vinculado ao programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, com 536 novas moradias e investimentos conjuntos da União, Estado e Município.
Atualmente o Jangurussu é o bairro mais populoso de Fortaleza com 70.651 habitantes, de acordo com o Censo do IBGE de 2022. Em termos percentuais, o Jangurussu concentra 2,9% da população da capital. Fica na Regional 9 e faz limites com Messejana, Passaré, Ancuri, Pedras e Conjunto Palmeiras. Tem muitos problemas na área de infraestrutura, apesar das muitas conquistas.
As obras do Açude Jangurussu foram concluídas em 1922. A barragem foi construída nas terras do Sítio Jangurussu, então pertencente a João Francisco Ribeiro Neto, numa área rural próxima a Messejana.
Nesse período o IFOCS hoje DNOCS intensificava a construção de pequenos e médios açudes estratégicos no Ceará para combater os efeitos das secas. As águas do açude eram usadas para consumo, pesca, lavagem de roupa e lazer dos moradores.
Muitos açudes desta fase eram pequenos reservatórios rurais, destinados mais ao suporte regional do que ao abastecimento urbano. Atualmente o açude Jangurussu apresenta altos índices de poluição, oferece risco de rompimento da barragem e armazena águas impróprias para consumo.
Fontes:
Tudo foi a gente indo atrás: histórias e memórias de uma moradora indígena sobre o Jangurussu. Autoras: Marília Duarte Guimarães e Laís Regina de Oliveira Alves. Disponível em <file:///C:/Users/mfati/Downloads/stephanie_ce,+Portugu%C3%AAs-PDF%20(2).pdf>
DO ESPAÇO CONCEBIDO À PRODUÇÃO DO COTIDIANO EM FORTALEZA-CEARÁ: a experiência do conjunto habitacional Maria Tomásia, no bairro Jangurussu. Dissertação de Mestrado de SHARON DARLING DE ARAÚJO DIAS. Disponível em
< https://www.uece.br/wp-content/uploads/sites/60/2020/02/sharon_dias_dissertacao.pdf >
Jornal O Povo https://mais.opovo.com.br/reportagens-especiais/cidade-
https://fortalezaembairros.fortaleza.ce.gov.br/bairro/jangurussu
Diário do Nordeste https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/acude-do-jangurussu-tem-mais-de-100-anos



























