terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Os Dez Mandamentos para Preservação da Natureza no Sertão

 milhares de retirantes ocupam a estação de Iguatu em 1877 (IBGE)

1 - Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau.
2 - Não toque fogo no roçado nem na caatinga.
3 - Não cace mais, deixe os bichos viverem.
4 - Não crie o boi nem o bode soltos. Faça um cercado e deixe o pasto descansar para se refazer.
5 - Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar a água da chuva.
6 - Não plante Serra acima nem faça roçado em ladeira muito em pé; deixe o mato protegendo a terra para que a água não arraste e não se perca sua riqueza.
7 - Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta.
8 - Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou de outra árvore qualquer até que o sertão seja um mato só.
9 - Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema. Elas podem ajudar você a conviver com a seca.
10 - Se o sertão obedecer a esses ensinamentos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer. Se não obedecer, dentro de pouco tempo, o sertão vai virar um deserto só. 

Padre Cícero

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Maracanaú


 O topônimo Maracanaú, vem do tupi, significando lagoa onde bebem as maracanãs . Sua denominação original era Vila de Santo Antônio do Pitaguary, e a  partir de 1890 adotou o nome atual. 


 Município criado em 4 de julho de 1983
População:  censo de 2010: 209.057 habitantes
Total de homens: 102.078 e 106.979 mulheres
População urbana: (2010) 207.623
População rural (2010) 1.434 moradores
estimativa 2012 – 213.404 habitantes 
Densidade demográfica: 1.877, 75 hab/km²
Área do município: 105,696 km²
Altitude: 48 m
 


Clima – tropical quente, subúmido, com chuvas de janeiro a maio
Relevo – tabuleiros pré-litorâneos
Bioma – caatinga
Vegetação – caatinga arbustiva densa, complexo vegetacional da zona litorânea, floresta subcaducifólia tropical fluvial e floresta subperenifólia plúvio-nebular

 

Hospital de Maracanaú ainda e construção e vista da fachada atual 
O hospital foi fundado em 4 de junho de 1952 como Sanatório de Tuberculose, vinculado ao Ministério da Saúde. Passou à condição de hospital geral em 1982. Na década de 90, recebe o nome de Hospital Municipal de Maracanaú. Em 2000, foi municipalizado e, em 2008, em homenagem a um de seus diretores, seu nome passou a ser Hospital Municipal Dr. João Elísio de Holanda.

Limites do município:
  ao Norte: Fortaleza e Caucaia; Sul: Maranguape e Pacatuba; Leste: Pacatuba e Fortaleza; Oeste:  Maranguape e Caucaia
Localização 
 Mesorregião –  região metropolitana de Fortaleza-Microrregião de Fortaleza
 São José é o padroeiro do município e da Matriz. O santo padroeiro foi homenageado com uma estátua de 15 metros de altura, inaugurada em 2009, na praça José Holanda do Vale, no centro da cidade.
Estátua representando o Padre Cícero juntamente com a do Monsenhor Murilo construída ao lado e de joelhos numa saudação genuflexa ao “Padim”. O monumento tem 15 metros de altura. O escultor é o juazeirense Franciné Diniz, também responsável pela construção das imagens de Nossa Senhora de Fátima no bairro de Fátima; de Nossa Senhora da Assunção na Barra do Ceará e de Santa Edwiges no bairro Moura Brasil, todas em Fortaleza. 

Distrito criado com a denominação de Maracanaú, por ato, de 08 de janeiro de 1890, subordinado ao município de Maranguape. Elevado à categoria de município com a denominação de Maracanaú, pela lei estadual nº 4437, de 30 de dezembro de 1958. Pela lei estadual nº 8339, de 14 de dezembro de 1965, é extinto o município de Maracanaú, sendo seu território anexado ao município de Maranguape.  Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Maracanaú, pela lei estadual nº 10811, de 04 de julho de 1983, desmembrado de Maranguape. Sede no antigo distrito de Maracanaú. Atualmente o município é constituído de dois distritos: Maracanaú (1983) e Pajuçara (1990).


Devido à expansão do perímetro urbano, e ao aumento populacional das duas cidades, Maracanaú e Fortaleza vivenciam um avançado processo de conurbação – unificação da malha urbana de duas ou mais cidades, onde os limites físicos entre os municípios desaparecem.  Por causa desse fenômeno, muitos moradores que habitam nas proximidades do que seriam os limites de municípios, sofrem com a indefinição de qual município estaria seu domicílio.Esse fenômeno foi destacado, inclusive, pela ONU, no estudo "Estado das Cidades da América Latina e Caribe", lançado em agosto de 2012. 
"A expansão urbana fez com que muitas cidades transbordem os limites administrativos de seus municípios e terminem absorvendo fisicamente outros núcleos urbanos mediante um processo de conurbação. O resultado foi a aparição de áreas urbanas de grandes dimensões territoriais, às vezes formalizadas em uma área metropolitana, integradas por múltiplos municípios e com uma intensa atividade econômica. É o que ocorreu com muitas das capitais latino-americanas e algumas grandes aglomerações, como Caracas, Fortaleza, Guayaquil ou Medellín", diz o estudo.  

 

 Atualmente Maracanaú além de ser o maior centro industrial do Ceará em razão do seu Distrito Industrial, é conhecida como a maior cidade dormitório do Ceará. Possui o segundo maior PIB do Estado, atrás apenas de Fortaleza e o terceiro maior produto interno bruto per capita do Ceará, estando atrás apenas dos municípios de Eusébio e São Gonçalo do Amarante. 

pesquisa:
Anuário do Ceará 2013
IBGE
wikipédia
O Povo
fotos de Raquel Garcia - jan/2014

domingo, 5 de janeiro de 2014

Características Gerais da Região Metropolitana



 
Municípios

Fortaleza, Aquiraz, Cascavel, Caucaia,  Chorozinho, Eusébio, Guaiuba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacajus, Pacatuba, Pindoretama e São Gonçalo do Amarante.  
Foi criada pela Lei Complementar Federal nº 14, de8 de junho de 1973, que instituía, também, outras regiões metropolitanas no país.
 total de 15 municípios
população: 3.615.767 habitantes (IBGE censo 2010)
área: 5.795 km²
densidade: 623 hab/km²
 
Caucaia

Aspectos Físicos

A região metropolitana situada ao norte do Ceará totaliza uma área de 5.795 km². Apresenta temperatura média entre 27°C  e 35°C, exceto as zonas mais altas da serra de Maranguape com temperaturas médias mais baixas. As precipitações se concentram nos meses de fevereiro a maio com índices nunca inferiores a 900 mm anuais em média para todo o conjunto e com maior abundância no litoral, cujas médias anuais são sempre superiores a 1.400mm. 
 
Itaitinga - bairro Jabuti

Recursos naturais
 Solo

Na região predominam os solos com média e alta fertilidade natural, destacando-se os tabuleiros pré-litorâneos (grupo barreiras) em Caucaia, Fortaleza, Aquiraz e parte de Maranguape e Pacatuba.  Apresenta ainda solos profundos ou moderadamente profundos, de textura argilosa e bem drenados e solos rasos ou muito rasos pouco desenvolvidos, normalmente pedregosos. Os primeiros possuem alto potencial agrícola utilizado para culturas de subsistência, cultivo de cajueiro e algodão e com pastagem para pecuária. Os segundos são aproveitados primitivamente para culturas de milho, feijão e algodão. Nas margens dos cursos d’água e das lagoas há o predomínio dos solos de aluvião mais recentes e solos propícios ao desenvolvimento da carnaúba e criação de camarões em viveiros e que aparecem em manchas isoladas.

Maranguape

Vegetação

De maneira geral a cobertura vegetal caracteriza-se pela área de formações pioneiras, isto é, formação vegetal de influência marinha, sendo arbustiva, herbácea ou manguezais, destacando-se também a cobertura vegetal da região de serras com a presença de brejos. Notadamente a Serra de Maranguape apresenta três tipos distintos de cobertura vegetal, parte de características da planície sertaneja (caatinga), vegetação de pé de serra (matas altas) e finalmente os brejos.
 
Serra da Pacatuba

Minerais

O potencial mineral dessa região encontra-se associado aos terrenos de argila e areia na área litorânea, exploração de pedreiras e depósito de diatomitos. Ressalta-se  a ocorrência de calcário, dolomita e amianto que poderão ser aproveitados na indústria de aditivos agrícolas, fabricação de refratários, construção civil etc. 

Cascavel

Aspectos Econômicos

Setor Agrícola

As atividades agrícolas, embora não se caracterizem como predominantes nesta região,  mostram aptidões para o cultivo de caju, coco, banana e outras fruticulturas regionais, além da mandioca e culturas de subsistência através do milho, feijão e arroz.
Setor Industrial

Na região destaca-se, no setor secundário, o município de Maracanaú, que dispõe de um distrito industrial com preponderância nos segmentos alimentícios, confecções, minerais não metálicos, química e metalurgia. Caucaia caracteriza-se como importante polo industrial de processamento de minerais não metálicos e Maranguape como centro de confecções. A pesca industrial e a pesca artesanal são atividades de expressiva participação na economia da região, notadamente pela capacidade de geração de divisas e de empregos.
Turismo e Comércio

Igreja de São José de Ribamar, em Aquiraz

Destaca-se como principais atrativos da região o litoral de Aquiraz e Caucaia com belas praias e dunas e a zona serrana de Maranguape e Pacatuba, onde se destacam as fontes de águas naturais e o clima ameno. Aliado a isso, tem-se as atividades socioculturais onde se observa um rico artesanato, tais como labirinto, bordado, rendas e redes e expressivo acervo histórico com destaque especial à Casa de José de Alencar em Messejana, e o Museu Sacro São José de Ribamar, localizado em Aquiraz. 

 Lagoa da Messejana - Fortaleza

No setor terciário a região detém fortes potencialidades na área de comércio e serviços, distinguindo-se a capital como entreposto comercial dos produtos agropecuários e industriais advindos do interior do estado, uma vez que possui uma infraestrutura econômica adequada para a expansão dessas atividades comerciais.
A perspectiva de expansão do comércio na região confirma-se pela influência que Fortaleza exerce em outros Estados do Nordeste, pela qualidade dos serviços e variedade de produtos ofertados, sendo caracterizado como importante centro de compras regional em Estados vizinhos como Piauí e Rio Grande do Norte. 

fonte:
O Ceará dos Anos 90 - Censo Cultural 
fotos: acervo do Blog 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O Jangadeiro


É o mais lírico dos tipos característicos cearenses.  Seu cavalo é a jangada. O mar concentra seu espirito.  A jangada é uma invenção nativa com aperfeiçoamento da arte náutica ibérica.    Descendente direto dos índios tupis, sua casa de palha de coqueiro é erguida na praia, sobre a areia solta. Veste calça e blusa de algodão tingido com cascas de árvores, como o cajueiro. Usa chapéu de palha de carnaúba, pintado de branco, com tinta impermeável. 




Embora não se aventure em viagens mais longas devido a fragilidade de sua embarcação, o jangadeiro passa a maior parte de seu tempo no mar. A vida social em terra o deixa pouco a vontade, para ele o mar é quase tudo. Amigo intimo, misterioso, e cheio de perigos, a um só tempo. O brilho do sol sobre a água salgada consome-lhe a vista muito cedo. 
Os peixes e outros seres marinhos tomam-lhe a imaginação, povoando-a de lendas e contos maravilhosos. 


Histórias de sereias, toninhas, baratas do mar, peixes voadores, grandes naufrágios e salvamentos miraculosos. Para o jangadeiro o mar é algo grandioso do qual ele se defende e que guarda sempre alguma coisa profundamente desconhecida. 
Se etnicamente o jangadeiro não pode negar sua herança índia, seu espírito revela muito do lirismo dos  navegadores lusitanos. Lirismo que aparece na Caninha-Verde, um dos seus folguedos preferidos, nas quadras românticas de suas canções, nos improvisos dos puxadores de coco e até nos folhetos de cordel dos seus poetas, como Zé melancia, poeta maior da vida praieira, falecido há alguns anos em Canoa Quebrada.  


O espírito lírico do jangadeiro reflete-se também em sua mulher, quase sempre artesã do labirinto ou da renda. Há todo um ciclo de contos tradicionais, envolvendo a angústia feminina na espera do homem que foi para o mar.


Extraído do livro
Ceará dos Anos 90 – censo cultural
fotos: acervo do IBGE  
Discovery (sereias)   

domingo, 1 de dezembro de 2013

Os Movimentos Messiânicos

Na segunda metade do século XIX cada vez mais pessoas pobres passaram a seguir lideres religiosos em movimentos messiânicos, chamados preconceituosamente pelas elites, cúpula do Estado e pela igreja, de fanáticos. Tidos como uma ameaça real à ordem estabelecida, logo vieram as perseguições e massacres.

 Seguidores do beato Antônio Conselheiro presos pelas tropas do Exército, no Arraial de Belo Monte, em Canudos (foto JB)

Misturando interpretações da Bíblia, tradições cristãs como o fim dos tempos e criação do paraíso, com mitos a exemplo do retorno de D. Sebastião, tais movimentos representavam, paradoxalmente, não uma fuga da realidade, mas uma crítica implícita, silenciosa, á estrutura socioeconômica vigente. Apegava-se aos céus porque a vida terrena era de sofrimento. O povo se voltava para a religião implorando dádivas e perdão dos seus pecados, os quais supunham serem os causadores do martírio que sofria, esperando a criação de um tempo novo, de paz, de prosperidade e de justiça, onde os pobres seriam abençoados e os ricos e perversos, castigados.

 ruínas da comunidade de Canudos, liderada por Antônio Conselheiro
 
Por essa época, o catolicismo praticado na maior parte do Nordeste, era produto de profundo sincretismo, decorrente da fusão do catolicismo português com as tradições indígenas e africanas. A esse catolicismo mestiço, diferente do praticado pelas altas hierarquias eclesiásticas, os historiadores chamaram de catolicismo popular. É uma espiritualidade repleta de benzedores, curandeiros, rezadeiras, milagreiros, crenças em talismãs, fórmulas mágicas, sacrifícios, penitências e coisas semelhantes.

seguidores do beato José Lourenço, no Sítio Caldeirão

No mundo profundamente místico sertanejo, escasseavam sacerdotes. Para se ter ideia, no início da década de 1860, para uma população de 720 mil habitantes, possuía o Ceará apenas 33 padres, dos quais mais de dois terços, tinham família constituída e cujo prestígio entre os fiéis era baixíssimo.
A falta de padres e o isolamento dos sertões faziam com que pessoas que se destacassem em suas comunidades, por conhecimento e piedade, rotineiramente se ocupassem das práticas religiosas mais comuns – pregar, batizar, rezar, encomendar os mortos. Algumas vezes esse verdadeiro clero laico chegou a celebrar arremedos de missas. Esse fenômeno foi comum no interior do Nordeste e mesmo no Sul. Nos sertões, esse clero laico tinha até uma hierarquia informal. Os beatos tiravam rezas, puxavam o terço, cantavam ladainhas, esmolavam para as igrejas; os mais informados e inseridos nas coisas sagradas eram conselheiros, os quais pregavam e aconselhavam os fiéis. Na maioria das vezes, os conselheiros possuíam sob sua influência um ou mais beatos.

 beato José Lourenço (centro) foto do blog Lampião Aceso

As pessoas de fé não eram tratadas como exóticas ou loucas pelos populares. Ao contrário, constituíam-se figuras comuns nas comunidades, com funções e atribuições aceitas e delimitadas. Assim, os sertões eram trilhados por dezenas de andarilhos que visitavam as localidades desprovidas de párocos e mesmo aquelas que os tinham. Por longo tempo houve um contato semioficial do clero com aquelas lideranças religiosas leigas. Sacerdotes cediam os púlpitos para beatos e conselheiros e alguns chegavam a incentivar tais formas de vida.
Esses homens e mulheres de Deus participavam da orientação social, política e ideológica do povo sofrido do interior nordestino. Traziam-lhe conforto espiritual e mesmo ajuda material. 

 Padre Cícero, o maior lider religioso que o Nordeste conheceu

Alguns desses lideres messiânicos eram extremamente carismáticos, apresentavam atributos extraordinários e sobrenaturais, e eram tidos como profetas ou portadores de uma nova mensagem de esperança e de um mundo melhor. Com esses atributos, fica fácil entender o que levava milhares de pessoas a ouvir e seguir líderes como Antônio Conselheiro, beato José Lourenço e mesmo integrantes da hierarquia católica que adotavam aquelas práticas de catolicismo popular, como Padre Cícero, Padre Ibiapina.

O Lendário Rei D. Sebastião, o Desejado



Dom Sebastião I de Portugal, nasceu em Lisboa, em 20 de Janeiro de 1554 e faleceu na batalha de Alcácer-Quibir em  4 de Agosto de 1578, com apenas 24 anos de idade. Foi o décimo sexto rei de Portugal, cognominado O Desejado por ser o herdeiro esperado da Dinastia de Avis, mais tarde nomeado O Adormecido. Foi o sétimo rei da Dinastia de Avis, neto do rei João III de quem herdou o trono com apenas três anos. A regência foi assegurada pela sua avó Catarina da Áustria e pelo Cardeal Henrique de Évora.
Aos 14 anos assumiu a governação manifestando grande fervor religioso e militar. Solicitado a cessar as ameaças às costas portuguesas e motivado a reviver as glórias do passado, decidiu a montar um esforço militar em Marrocos, planejando uma cruzada após Mulei Mohammed ter solicitado a sua ajuda para recuperar o trono. 


A derrota portuguesa na batalha de Alcácer-Quibir em 1578 levou ao desaparecimento de D. Sebastião em combate e da nata da nobreza, iniciando a crise dinástica de 1580 que levou à perda da independência para a dinastia Filipina e ao nascimento do mito do Sebastianismo.
D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir ou foi morto depois desta terminar. É provável que seu corpo tenha sido enterrado logo depois, em Ceuta, mas para o povo português, o rei havia apenas desaparecido.  Tornou-se então numa lenda do grande patriota português - o "rei dormente" (ou um Messias) que iria regressar para ajudar Portugal nas suas horas mais sombrias.
Já em fins do século XIX, no sertão da Bahia, no Brasil, camponeses acreditavam que o rei D. Sebastião, iria regressar para ajudá-los na luta contra a "república ateia brasileira", durante a Guerra de Canudos. O mesmo repetiu-se no sul do Brasil, no episódio da Guerra do Contestado.
(Não esquecer que Antônio Conselheiro era homem culto e monarquista e provavelmente, foi através dele, que os camponeses passaram a cultuar a lenda de D. Sebastião)  


Fonte:
História do Ceará, de Aírton de Farias
wikipédia