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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Marica Lessa, a Dona Guidinha do Poço

Maria Francisca de Paula Lessa – conhecida por Marica Lessa – nasceu em Quixeramobim em janeiro de 1804, em dia não especificado. Era a terceira filha do Capitão-Mor da Vila de Campo Maior de Quixeramobim, José dos Santos Lessa e de sua esposa e prima cruzada Francisca Maria de Paula. 

Igreja Matriz de Santo Antônio, tem suas origens na primitiva capelinha de taipa construída e entregue aos fiéis no ano de 1732 por Antônio Dias Ferreira.
 
O capitão-mor era o homem mais rico da região, tendo sido um dos primeiros vereadores daquele município, cargo que voltou a exercer várias vezes, além de outros cargos públicos. Pelo lado materno, Marica era neta do tenente-coronel Vicente Alves da Fonseca, cuja propriedade compreendia praticamente todo distrito de Pirabibu, atual Damião Carneiro. Vicente Alves foi o construtor do primeiro açude público no Ceará, entre os anos 1770 e 1780.

Marica foi batizada em 11 de abril de 1804, na Igreja matriz de Quixeramobim, pelo padre José Basílio Moreira, tendo como padrinhos o tio Vicente Alves da Fonseca Filho e sua esposa, Antônia Geracina Isabel de Mesquita, cuja filha, Francisca Maria Carolina, viria a ser esposa do senador Francisco de Paula Pessoa.

 estação ferroviária de Quixeramobim em 1906 

Em 30 de junho de 1827, quando contava 23 anos de idade, Marica Lessa casou-se com Domingos Vítor de Abreu e Vasconcelos, natural de Goiana, Pernambuco, comerciante de cavalos. Eles não tiveram filhos, e viviam em certa harmonia, apesar de ser Marica a senhora de todos os bens. 

Mesmo  assim, ele veio a se tornar uma figura de prestígio, sucedendo ao sogro na vida pública de Quixeramobim: juiz de paz, vereador, depois presidente da Câmara, suplente de juiz municipal, coronel da Guarda Nacional e chefe do Partido Liberal na ausência do presidente local, Antônio Pinto de Mendonça.

Um dia apareceu na fazenda um sobrinho do coronel, chamado Senhorinho Antônio da Silva Pereira, foragido da justiça de Goiana, Pernambuco, onde fora acusado de ser cúmplice no assassinato de seu padrasto. O tio o acolheu, deu-lhe suporte e, através da política, procurou livrá-lo do processo. Nesse ínterim, Pereira se estabeleceu na vila com uma casa comercial e, após liquidar o negócio, passou a viver numa das fazendas dos tios.

Marica começou a se interessar pelo sobrinho do marido. Mandou um emissário em segredo a Pernambuco,  para averiguar o andamento do processo na justiça, e tudo fez para atrair sua atenção. Com a chegada  do Partido Liberal ao governo, não foi difícil conseguir a absolvição, e o fato foi comemorado com muita alegria na fazenda de Lessa. 


Quando Senhorinho possuía casa comercial, Marica tornou-se sua principal freguesa; depois, quando ele passou a cortejar a filha do juiz, ela não fez questão de esconder seu desagrado, fazendo críticas mordazes e procurando estorvar o namoro. Convidava-o frequentemente para ir a sua fazenda, a festas e outros eventos, com o intuito de sempre tê-lo por perto. 

Moradores e trabalhadores da fazenda não demoraram a perceber o interesse da patroa, e logo surgiram os comentários. Senhorinho igualmente passou a dar cada vez menos atenção ao tio e protetor. Domingos Vítor via tudo impassível, até que os rumores chegaram a seus ouvidos. 

Dizem que o coronel pensou primeiramente em suicídio, em vez de reagir contra os dois traidores. Mais tarde, porém, expulsou Senhorinho de sua propriedade. No entanto, o ambiente na fazenda Canafístula lhe foi ficando cada vez mais hostil, visto que algumas das pessoas que lá trabalhavam eram favoráveis a Marica e Senhorinho. 

Domingos então se dirigiu à capital Fortaleza, em busca de Tomás Pompeu de Sousa Brasil, seu líder político, para tratar do desquite e pedir proteção ao chefe de polícia. De volta a Quixeramobim, não se sentindo mais seguro na fazenda, Domingos resolveu fixar residência numa das casas da vila, recebendo proteção da polícia, com acompanhamento discreto de um soldado sempre que saía de casa.


Enquanto isso, Marica estaria planejando um meio de dar fim à vida do marido. Teria, primeiramente, mandado buscar um criminoso que acoitara e que se refugiava no Riacho do Sangue, mas este terminou não cumprindo sua ordem. 

Marica então pediu ajuda a Francisco dos Santos, um retirante da seca de 1845 que por ali se fixara e que se tornara seu compadre, dando todo seu apoio ao romance entre ela e Senhorinho. Silveira indicou-lhe para executor do crime o escravo Manuel Ferreira do Nascimento, vulgo Corumbé, afilhado de Marica e de Domingos.
Assim foram os dois homens à vila, ficando na casa de uma protegida de Marica, entre os animais, para fugirem após a consumação do crime. 

Corumbé dirigiu-se então à casa do padrinho, aproveitando-se de sua familiaridade para entrar. O coronel Domingos Vítor, que se encontrava fazendo a barba, ao ver o afilhado, cumprimentou-o e virou-se para  guardar a tesoura.
Corumbé aproveitou a oportunidade e apunhalou o coronel nas costas. Domingos caiu gravemente ferido, mas ainda conseguiu gritar para a cozinheira pedindo socorro. Esta saiu à rua em busca de auxílio, e logo apareceram várias pessoas, inclusive o vigário, que retirou o punhal e perguntou quem o havia golpeado. Domingos denunciou Corumbé e em seguida expirou.

 Antiga Casa de Câmara e Cadeia, construção iniciada em 1818 e concluída em 1856. Neste prédio estiveram presos Corumbé, Senhorinho e Marica Lessa

Corumbé foi preso sem dificuldade, pois, por estar todo encourado, tinha dificuldade de se locomover. Confessou o crime, acusando Marica Lessa de ser a mandante do crime. Ao saber da prisão de Corumbé, Francisco dos Santos fugiu e nunca foi encontrado pela polícia.

O sepultamento do coronel Domingos foi realizado no mesmo dia, em 20 de setembro de 1853, na igreja matriz de Quixeramobim, o qual foi um dos mais concorridos que aquele município já presenciara. Durante muitos anos, na casa onde aconteceu o crime, ainda era possível ver impresso na parede da sala de estar, a mancha da mão ensanguentada do coronel, que ali se apoiara após passar a mão na ferida. A crendice popular dava a essa mancha um caráter de um pedido de justiça, partido de uma alma no limiar da eternidade, o que teria motivado sua conservação por muitos anos.

Marica e Senhorinho foram presos no dia seguinte ao crime, recolhidos à cadeia pública de Quixeramobim, onde já estava Corumbé, assistidos pelo vigário e pelo juiz de direito.Por medida de segurança, o destacamento de polícia foi reforçado, mas, tendo em vista as despesas que isto acarretaria, o chefe de polícia preferiu transferir os presos para Fortaleza. Marica Lessa foi a cavalo, enquanto que os outros presos fizeram o trajeto a pé, amarrado com cordas. Eles deram entrada na Cadeia Pública de Fortaleza em 8 de novembro de 1853.

Prédio da Cadeia Pública de Fortaleza
O julgamento de Marica e Senhorinho só veio a acontecer mais de dois anos depois do crime. Além disso, durante esse período, em outubro de 1856, houve uma fuga de presos da Cadeia Pública, entre os quais, estava Corumbé, o executor material do assassinato.

Marica Lessa enfim foi a júri nos dias 14 e 15 de abril de 1856. Embora alegando inocência, foi condenada a vinte anos de prisão com trabalho e custas. Senhorinho foi julgado quatro dias depois, tendo sido condenado a apenas quatro anos de prisão.

Corumbé permaneceu foragido até junho de 1861, quando foi encontrado numa fazenda que pertencia a uma cunhada de Marica. Ele foi levado a júri duas vezes: em 5 de abril de 1862 e em 12 de novembro de 1864. Não se sabe ao certo qual teria sido a penalidade imposta, mas acredita-se que Corumbé tenha terminado seus dias no presídio de Fernando de Noronha.

Como o Ceará não possuía Tribunal de Relação, Marica recorreu de sua sentença para o Tribunal de Pernambuco, ao qual a província era subordinada. Todavia, o novo veredito foi mais rigoroso, impondo-lhe trinta anos de prisão. Logo após o julgamento, foi abandonada por Senhorinho, que obteve da Justiça Imperial o direito de cumprir sua pena em Belém.


Marica teve que vender todas as suas propriedades para arcar com as despesas de advogado e outros gastos com o processo. Dentre essas propriedades, estava a fazenda conhecida hoje como Massapê Grande, que ela vendeu em 23 de agosto de 1856 a Antônio Ferreira Severo, por cem mil réis. As outras foram sendo vendidas seguidamente até não restar uma sequer.

Ao sair da prisão, não quis voltar a Quixeramobim e passou a vagar pela cidade de Fortaleza como mendiga. O escritor Gustavo Barroso, que a conheceu pessoalmente em seus últimos anos, descrevia-a como "uma velha desgrenhada, farrapenta e suja, que a molecada perseguia com chacotas a que ela replicava com os piores insultos". As chacotas sempre faziam referência ao assassinato de seu esposo, cuja culpa ela sempre negou com veemência.


uma das poucas mulheres a cumprir pena por assassinato Maria Francisca de Paula Lessa, conhecida por Marica Lessa, foi acusada de haver mandado matar o marido, sendo condenada a 30 anos de prisão. Depois de anos sofrendo na cadeia, ganhou a liberdade e passou a mendigar pelas ruas da cidade. A história de Marica Lessa foi romanceada pelo escritor Manuel de Oliveira Paiva no livro "Dona Guidinha do Poço".  

A história de Marica Lessa foi contada com fidelidade, apesar das trocas dos nomes, por Manuel de Oliveira Paiva, escrito quando o autor foi a Quixeramobim tratar da saúde, em 1891, mas que só veio a ser publicado sessenta anos depois, por iniciativa da escritora Lúcia Miguel Pereira. A obra é considerada por muitos um clássico do realismo brasileiro. Em 1963, o historiador e escritor Ismael de Andrade Pordeus publicou “À Margem de Dona Guidinha do Poço”, em que dá a versão histórica do caso.

fonte:
Revista do Instituto do Ceará
Wikipédia
fotos de Quixeramobim: Francisco Garcia 

terça-feira, 18 de março de 2014

Antônio Conselheiro – de Quixeramobim a Canudos

Rio Banabuiú, visto da ponte próxima à sede do município de Morada Nova 
(foto wikipédia)

Nas águas do Banabuiú, Antônio Conselheiro lavou a sua sina e o seu batismo foi dado por Dona Guidinha do Poço – aquela que amou um negro,  matou o marido nobre, foi condenada, enlouqueceu e vagou pelos insondáveis caminhos da loucura. Também seu afilhado Antônio, o que se assombrou com o sangue da brutal luta entre Araújos e Maciéis, seria condenado a uma tragédia maior. 
Antônio, pacato comerciante, fracassou no comércio e no casamento. Nem mesmo os macios lençóis de Joana – a imaginária, foram capazes de consolar a sua sede de justiça. Outra fogueira queimava dentro deste homem... No coração de Antônio ainda ardiam os sermões do santo padre Ibiapina e a Confederação do Equador marcando para sempre os seus sonhos de liberdade.
A voz de um anjo torto ordenou: Antônio, o deserto é tua terra, o céu é a tua casa e o teu pão a oração e a penitência... é preciso se purificar de todos os pecados e guiar o povo pobre pelas sendas da salvação. Os pés de Antônio sangraram pelas vastidões dos latifúndios na semeadura da bondade.  Em terras do Cariri, Antônio ouviu o mito tapuia da pedra da batateira... a Serra do Araripe, grávida de oceanos milenares, esperava um sinal sangrado para rebentar o coração de pedra e inundar os sertões. Antônio agora é guardião dos segredos dos pajés. O Sertão vai virar mar. O Sertão já foi um mar, crianças famintas brincam com fósseis de peixes antediluvianos como se fossem manadas de bois imaginários. Roído de fome e sede, Antônio juntou o seu rebanho de deserdados e ouviu de Dom Sebastião, o Encoberto, que a sua missão era erguer a cidadela dos justos e dos bem-aventurados, em Canudos. 

 Ruínas da igreja velha de Santo Antônio em Canudos (imagem:http://www.girafamania.com.br)

Esta terra amarga é presente de Deus, é preciso plantar o mel da oração e a semente do amor. De barro e pedras, de suor e varas retorcidas das caatingas, foi erguido o labirinto de casinhas e um templo de taipa, com altas torres para o sol dourar o mundo nos crepúsculos sertanejos. A igreja disse: não! Os latifundiários disseram: não!  E os canhões roncaram a morte. 


 Corpo de Antônio Conselheiro

O povo resistiu com seu coração maior do que todas as tiranias. Mas os exércitos da República não tinham fim e os mortos se multiplicaram como pedras e as águas do Vaza-Barris ficaram tintas com o sangue camponês.  Os urubus afinaram os bicos no banquete e os cães uivavam ao lado dos degolados. O frágil barro das casas de Canudos se misturou ao pó dos mortos e o vento soprou com fúria nunca antes tão violenta. E o deserto engoliu gritos, orações, sonhos, armas e utopias. Dom Sebastião não saiu do mar com seu exército alumioso para lutar ao lado dos deserdados e a maldição dos poderosos se abateu sobre o povo. 
 seguidores do Conselheiro presos pelas tropas do Exército no Arraial de Belo Monte, em Canudos. (imagem: imagem:http://www.girafamania.com.br)

Mas segundo a profecia virá o novo tempo de lutas e a terra pertencerá ao povo e o pão será coletivo e repartido na mesa farta. Muito sangue há de correr até que o Sertão vire mar de fartura. O vento ainda sopra a fúria dos despossuídos e a palavra liberdade foi desvendada nos monólitos dos sertões de Quixeramobim.
Vivam Antônio e o Sertão. Esta terra tem que ser do homem.  

extraído da publicação: Ceará nos anos 90 - Censo Cultural
 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Quixadá


 A cidade de Quixadá vista do alto da pedra do cruzeiro
(foto do blog.opovo Plínio Bortolotti) 

População 80.604 habitantes (censo demográfico 2010)
Área da unidade territorial – 2.019.822 km²
Densidade demográfica – 39,91 hab/km²
Distância de Fortaleza –  167 km
Limites  
Norte – Itapiúna
Noroeste – Choró
Oeste – Quixeramobim
Sul – Banabuiú
Leste - Ibicuitinga
Nordeste – Ibaretama
Localização
Mesorregião Sertões Cearenses
Microrregião – Sertão de Quixeramobim

Toda a zona ribeirinha do rio Sitia - o Gueiru dos indígenas - era habitada pelos índios tapuias e canindés, que aos poucos, foram abandonando a região, a medida que seus domínios eram conquistados pelos brancos.
Os primeiros civilizados que devassaram aquelas terras fizeram-no pelo Baixo-Jaguaribe primeiro, o afluente Banabuiú e em seguida o Sitiá , objetivando a conquista de novas áreas para a criação de gado.
Datam de 1698 as primeiras concessões de terras feitas naquelas plagas. No entanto, sua ocupação efetiva só teve início em 1705, quando Manoel Gomes de Oliveira, André Moreira de Barros e outros, nelas conseguiram penetrar, vencida a hostilidade indígena.
Em 1743, completava-se a distribuição das terras marginais do rio Sitiá, sendo iniciado o povoamento de seu afluente Tapuiará, dos rios Quinimporó, Choró, Pirangi e Feijão. Os povoadores, comumente, emigravam de Pernambuco.
Em 1747, José de Barros Ferreira adquiriu o Sitio Quixadá, instalando uma fazenda de gado, precisamente onde se acha hoje a praça Coronel Nanam. Ali se formou um pequeno núcleo de população. Dia a dia, o lugarejo foi prosperando, impondo-se a construção de uma capelinha.

 Igreja Matriz Jesus Maria José (foto Uol)

José de Barros Ferreira, fez a doação de meia légua de terras 20 vacas, 12 potros e mais 100 palmos de quadra de terra para a construção do Templo. Construída em 1770, a Capela teve como padroeiros Jesus-Maria José. De 1886 para cá, a pequena Capela se foi transformando aos poucos na Igreja Matriz atual.

 A Estação ferroviária de Quixadá foi inaugurada em 1891. Em 1933 a cidade recebeu a visita de Getúlio Vargas e sua comitiva (foto site estações ferroviárias.com.br)

 a Estação de Quixadá em 2009 (site estações ferroviárias.com.br)

Com a instalação da estrada de ferro a partir do seculo XIX, que ligava o Cariri à Fortaleza ocorreu forte urbanização do município. Esta também foi fortemente influenciada pela produção de algodão exportado para a Inglaterra, que nesta época vivia a Revolução Industrial. A Freguesia de Quixadá foi criada pela Lei provincial n.° 1.305, de 5 de novembro de 1869. Em de 27 de outubro de 1870 a Lei provincial n.° 1.347 criou o Município de Quixadá desmembrando-o de Quixeramobim e sendo elevado à categoria de vila.
Com o projeto e a construção do Açude do Cedro, a vila passa a receber ainda mais imigrantes vindo de diversas regiões, além disso diversas estradas foram construídas. Este processo acelera a urbanização, fazendo com que em 17 de agosto de 1889 a vila recebesse foros de cidade pela Lei provincial n.º 2.166.

 O Açude do Cedro foi construído por ordem do imperador D. Pedro II para amenizar os efeitos da grande seca de 1877-79. A obra foi iniciada em 1890 e concluída em 1906.
 Construído por áreas de grandezas têm 16 metro de profundidade com capacidade para 125 milhões de metros cúbicos de água. A parede do açude foi feita artesanalmente, as grades de ferro vieram da Inglaterra e as cerâmicas vieram de Portugal. (foto O Globo)

 em 1930 um hidroavião desceu no Açude do Cedro, atraindo grande número de curiosos (foto do Arquivo Nirez) 

A maior parte do território quixadaense está localizado na depressão sertaneja com maciços residuais, como a Serra do Estevão. Notabiliza-se também pela geografia rica em inselbergs ou monólitos  (formações rochosas isoladas na paisagem), que dominam boa parte da área do município, dos quais o mais famoso é a pedra da Galinha Choca, que tem este nome por conta do curioso formato.

 pedra da Galinha Choca (foto o Globo)

Os solos são pouco profundos em sua maior parte e têm como principal característica encharcar na estação chuvosa e ressecar facilmente nos períodos de estiagem. Os lençóis de água são geralmente salinizados devido as características geológicas da região.
Monumento Natural dos Monólitos de Quixadá (foto wikipédia)

Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda não me deixes, a antiga propriedade de Rachel de Queiroz. São 300 hectares preservando a caatinga, o bioma da região. (foto skyscrapercity)

O município conta ainda com duas unidades de Conservação Ambiental:
o Monumento natural dos monólitos de Quixadá, com área de 16.635,59 hectares, criado pelo decreto N° 26/805 de 31 de outubro de 2002, e a Reserva Particular do patrimônio natural Fazenda não me Deixes, com área de 300 hectares, criado em 1998.

fontes de pesquisa
IBGE
Wikipédia
DNOCS
Diário do Nordeste