Mostrando postagens com marcador serra da aratanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador serra da aratanha. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de março de 2014

Pacatuba



População: 72.299 habitantes (IBGE-2010)
Localização:  Região Metropolitana de Fortaleza
Limites: Fortaleza, Itaitinga, Guaiuba, Maranguape e Maracanaú

Em 1708 Gabriel da Silva Lago concedeu a Tomé da Silva, datas e sesmaria para que ele e outros povoassem a serrania de Pacatuba. Antes, em 1633, o capitão-mor  Bento Macedo Faria concedera à família Correia, vinda do Rio Grande do Norte, uma data de terra no lugar conhecido por Pacatuba, para nele assentarem moradia.
As terras férteis  da encosta da Serra da Aratanha atraíram novos moradores e logo possibilitaram a formação do povoado que, por ato de 18 de março de 1842, foi elevado a sede de distrito. 


O arruado já existente em 1855 apresentava condições favoráveis para a vida política e seu aspecto progressista permitia que se pensasse em autonomia administrativa. Em 1859 uma resolução provincial criou três feiras de gado na província do Siará, e incluiu a povoação de Pacatuba como sede de uma delas. 
A Vila foi criada pela lei provincial de 8 de outubro de 1869, desmembrado de Maranguape, com sede em Pacatuba. Sua instalação só ocorreu a 26 de abril de 1873. A Câmara então eleita teve como presidente o major Crisanto Pinheiro de Almeida e Melo, sendo nomeado primeiro secretário  Antônio Severino Serra de Oliveira. 

 antiga Estação da Pacatuba. Com a desativação do ramal, o imóvel foi ocupado por um cartório. 

Fato auspicioso para a vida local ocorreu em 9 de janeiro de 1876, quando foi inaugurada a Estação da Estrada de Ferro Baturité, destinada a unir a zona sul do Estado à capital Fortaleza.  Pela lei de 17 de agosto de 1889, a vila de Pacatuba foi elevada à categoria de cidade. Proclamada a República, nesse mesmo ano constituiu-se o Conselho de Intendência Municipal. 

 Igreja de n. S. do Carmo
 capela na entrada cidade

 
Igreja Matriz de N.S. da Conceição

A freguesia de N.S. da Conceição criada pela Assembleia Provincial por lei de 5 de novembro de 1869, foi canonicamente instituída por provisões de 31 de janeiro de 1870. O padre Bernardino de Oliveira memória construiu a atual igreja matriz, àquela época um nicho de taipa. O padre tomou a si a tarefa de construir um novo templo, iniciando as obras em 26 de agosto de 1874 e concluindo no período de menos de seis anos, em 1° de janeiro de 1880. 



 Praça Francisco das Chagas Albuquerque
 Praça da Paixão
 
Balneário Parque das Andréas 

Altitude: atinge 54 metros na sede do município
Acidentes geográficos: as  principais elevações são a Serra da Aratanha, com uma altura média de 600 metros, da Jubaia e do Pitaguari; os serrotes Cachoeira, Torres, Prata, Piroá, Gurguri, Bolo, Coelho e Jatobá.
Atualmente o município é constituído de 4 distritos: Pacatuba, Monguba, Pavuna, Senador Carlos Jereissati.
  
fontes:
Enciclopédia dos Municípios Brasileiros - IBGE - 1959
Anuário do Ceará  
fotos de Rodrigo Paiva e Raquel Vianna
março/2014

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Casa da Baronesa do Café


Serra da Aratanha em Pacatuba

É a casa mais antiga de Pacatuba. A construção data do século XVIII e serviu de abrigo para os exploradores da Expedição Científica que visitou o Ceará entre 1859 e 1861. 
A expedição que reuniu cientistas e intelectuais de notório saber, visitou as terras nordestinas em busca de riquezas minerais que diziam existir na região. Os componentes da comitiva não encontraram as ricas jazidas de pedras preciosas que vieram buscar, mas realizaram importantes estudos antropológicos e registraram um momento cultural relevante da história do Ceará.
Abarrotados de equipamentos, em caravana, os cientistas da expedição que ficou conhecida como a Comissão das Borboletas, levaram dias para chegar a Serra da Aratanha, domínios dos barões do café, Antônio Costa e Silva e Maria do Carmo Teófilo e Silva, pais do poeta Juvenal Galeno. 


A casa hoje conhecida como Casa da Baronesa fica a meio caminho do ponto mais alto da Serra da Aratanha.  O acesso até o imóvel é através de pelo menos 40 minutos de trilha, íngreme, estreita e monótona. 
Erguida em terras que pertencem a família do escritor Eduardo Campos, falecido em 2007, a casa está desabitada, mas numa parceria da prefeitura de Pacatuba com os familiares, tanto a casa como o terreno de entorno são limpos com alguma frequência.
O casarão não guarda as dimensões que o nome sugere. É simples, mas de paredes robustas. Tem sala, cozinha, corredor, dois quartos e um banheiro. Na cozinha, ainda se encontra o fogão de tijolos e uma pedra que brota do chão, indicativo da maneira de construir uma residência em terreno acidentado como o da serra. 
Sob o chão de madeira de um dos quartos há uma espécie de porão. Na interpretação dos moradores ali era uma senzala onde dormiam os escravos que trabalhavam nas terras da baronesa do café. Os horrores da escravidão são revividos a partir de suas cenas limites, com o açoite de negros e sua moradia insalubre. 
Saídas de ar que dão para fora da casa, seriam provas da existência da senzala.

Pacatuba

A Prefeitura de Pacatuba estuda um projeto de tombamento, fazendo da casa da baronesa um ponto de apoio para quem faz a trilha da Serra de Aratanha, com uma exposição permanente sobre a família do poeta Juvenal galeno e a história do café na cidade de Pacatuba.

Fonte e foto da casa: Revista gente – Setembro de 2010 #01.ano 01 – Fortaleza: Editora Verdes Mares