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quinta-feira, 13 de março de 2014

Santuário de Santa Edwiges, Caucaia, Ceará

 
 

O Santuário de Santa Edwiges fica localizado no Garrote, Município de Caucaia, a 32 quilômetros de Fortaleza. A estátua da santa, avistada de longe, se destaca no cenário, tendo a padroeira dos endividados como ícone, junto a Serra do Japuara.  Este é o cenário hoje transformado no terceiro ponto em peregrinação católica no Ceará, confirmando a fé de centenas de fieis que visitam o local no dia 16 de cada mês, data dedicada à santa.
Quando o dia 16 é um dia útil, cerca de três mil pessoas comparecem ao santuário para assistir à celebração de missa campal em devoção à santa. Quando a data coincide com o fim de semana, sábado ou domingo, o número de peregrinos supera 20 mil. São pessoas simples e crédulas, que vêm dos mais diversos cantos do Ceará com o objetivo, não apenas de fazer pedidos, mas, muitas vezes, de agradecer as graças alcançadas.


  
 

A imagem de Santa Edwiges com 23,7 metros de altura está no alto de uma colina de cerca de 300 metros; no percurso, entre a entrada do empreendimento até a capela, há uma via-sacra com 15 quadros, medindo 3 metros quadrados, retratando o sacrifício de Cristo.
O Santuário foi inaugurado no dia 16 de outubro de 2012, e faz parte de um complexo turístico que inclui além da capela, estacionamento para 1.200 carros de passeio e 100 ônibus, lanchonete, lojinha que comercializa artigos religiosos  e banheiros. 
Acesso: Rodovia Estruturante, km 17 

fotos: Rodrigo Paiva e Raquel Garcia
fevereiro de 2014

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Lagoa do Cauípe










Formada pelas águas do Rio Cauípe, a Lagoa do Cauípe fica no Município de Caucaia. O local fica 6 km depois da Praia do Cumbuco, pra quem vem de Fortaleza e é ponto de parada dos passeios de buggy que percorrem as dunas da região. Uma estrada asfaltada liga Cumbuco até a Lagoa do Cauípe, mas às vezes as dunas invadem a estrada e o acesso fica disponível apenas para buggy ou veículos com tração 4×4.
O acesso à lagoa fica à direita da estrada pra quem sai de Cumbuco e é o point dos kitesurfistas. Tem barracas, pequenos restaurantes e alguns coqueiros. O visual é muito bonito e cheio de contrastes: lagoa, mar, dunas, vegetação, coqueiros e colorido dos kitesurfers no céu.

fotos Rodrigo Paiva
dezembro/2012


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

de Vila do Soure à Cidade de Caucaia


A estação de Soure foi inaugurada em 1917 na então E. F. Fortaleza-Itapipoca, ou ramal de Itapipoca da RVC. Nos anos 1940 teve o nome alterado para Caucaia. É hoje uma estação de trens metropolitanos, sendo a estação terminal.  

População:  325.441 habitantes 
Área da unidade territorial: 1.223,796 km²
Densidade demográfica:  265,93 hab/km²
(dados do IBGE 2010)
Localização: na Zona Litorânea, Região Metropolitana de Fortaleza


Acesso: BR 222. Em plena BR, o ciclista pedala na contra-mão do tráfego, um automóvel cruza a via, e várias carroças circulam na estrada. 

Atrativo histórico e cultural, a Igreja Nossa Senhora dos Prazeres, fundada em 23 de janeiro de 1871, possui um patamar com 2 degraus separando-a da Praça. À frente do patamar possui um cruzeiro, homenagem do povo de Soure, à fé cristã. A fachada constitui-se de uma grande torre e nas laterais, somando um total de cinco, mas registra-se a presença de 4 sinos. Uma cruz de malta ao alto. 

Nossa Senhora dos Prazeres é a padroeira de Caucaia

A região às margens do rio Ceará e aos arredores das serras metropolitanas, eram habitadas por diversas etnias Tupi e Tapuia, tais como os Potygauara, Tapeba, Apuiaré, Jenipapo, Parnamirim, Anacé, Cariti, Panatiquarema e outros, antes da passagem dos jesuítas Luís Figueiras e Francisco Pinto no século XVII.




Depois da saída do Ceará dos holandeses, e a reconquista da região pelos portugueses, iniciou-se o processo de catequese em aldeamento dos índios, resultando a criação do Aldeamento de Caucaia, na segunda década do século XVII.

O povoamento teve início quando chegaram ali os jesuítas Luís Figueiras e Francisco Pinto, encarregados, pela Carta Régia de 22 de outubro de 1735, de iniciar na região uma segunda tentativa de colonização. Homens afeitos à catequese, os padres da Companhia de Jesus conseguiram aldear os índios "caucaias", transformando-os em amigos e auxiliares em sua missão.


A partir de 1759, depois da expulsão dos jesuítas, a Aldeia de Nossa Senhora dos Prazeres de Caucaia, passou a ser conhecida por Vila Nova de Soure. Neste mesmo período os índios Tremembé, deslocam-se para este aldeamento, mas devido a fracasso de adaptação estes retornam a Itarema.


Com a expansão da pecuária, as sesmarias e o povoado ao redor de igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, durante o acima referido século, a vila consolida-se como um centro urbano.
Em 1917, com a criação da E. F. Fortaleza-Itapipoca, ou ramal de Itapipoca da RVC, Caucaia firma-se como centro regional com quatro estações de trem (Caucaia,  Boqueirão, Arara/Guararu, Cauípe, e Catauna.

Elevado à categoria de Vila com a denominação de Vila Nova de Soure, em 1759, desmembrado da vila de Fortaleza. A Vila foi extinta e restaurada em  1833 e novamente extinta em 1835.



Em divisão territorial de 17 de janeiro de 1991, o município é constituído de 8 distritos: Caucaia, Bom Princípio, Catuana, Guararu, Jurema, Mirambé, Sítios Novos e Tucunduba.
Alteração do nome, de Soure para Caucaia ocorreu em 30 de dezembro de 1943, pelo decreto-lei estadual nº 1114. 


Praia do Icaraí 
Tabuba
Praias do Município: 
Icaraí, Tabuba, Pacheco, Iparana, Coqueiros, Cumbuco. 
Lagoas e açudes: do Parnamirim, do Banana, dos Porcos, do Poço (Barra Nova), do Genipabu, do Damião,  do Pabussú, da Serra, do Tabapuá,  do Cauípe, Açude do Cauípe e Açude do Sítios Novos.
Serras: do Juá, Boqueirão, Conceição, Santa Rosa, Camará, Japuara, Tucunduva e Rajada. 


fotos: Fátima Garcia
pesquisa:
Wikipédia
IBGE
http://www.estacoesferroviarias.com.br
http://www.caucaiaec.com.br

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Praia do Icaraí - Caucaia - Ceará

 

Na década de 1980, as praias de Iparana e Pacheco, que ficam a oeste de Fortaleza e pertencem a Caucaia, município localizado na região Metropolitana, eram duas boas alternativas de litoral para os moradores da capital cearense. Estas praias deixaram de ser frequentadas em razão do avanço do mar. 
Agora o problema passou a afetar uma outra praia, que já foi concorridíssima, com imóveis valorizados e muito procurada por nativos, turistas e moradores de Fortaleza: a praia de Icaraí. Barracas de praia foram destruídas pela força das ondas, e a faixa de areia praticamente desapareceu.







Pesquisas sobre o fenômeno do avanço das marés no litoral do Ceará feitas  por pesquisadores da UFC, através do Instituto de Pesquisas do Mar – Labomar,  concluíram  que o problema começou ainda no século passado, na década de 1940, com a construção do Porto do Mucuripe, e já afetou uma área considerável do litoral cearense. 
Segundo os pesquisadores,  antes do porto, até 800 mil metros cúbicos de sedimentos eram trazidos para o litoral de Fortaleza a cada ano e esse processo foi interrompido. Como consequência, a areia começou a ser removida, pelas correntes marinhas, da faixa mais próxima do porto, o que levou à construção de espigões ao longo da orla de Fortaleza. 
Isso, no entanto, foi levando a erosão para as praias vizinhas, até chegar ao Icaraí, atualmente o ponto extremo mais crítico.
Apesar de nem sempre haver a associação direta por parte da população, o avanço do mar, o aterro na Praia de Iracema, os espigões construídos no litoral e a degradação da costa no Icaraí estão todos relacionados com as consequências da construção do Porto do Mucuripe.  

 Mesmo quem ainda não teve o estabelecimento destruído pela força das marés e continua funcionando, sabe  que a solução não virá a tempo de salvar o investimento.





Uma das soluções para resolver o problema seria a remoção completa do cais, com a transferência de todas as empresas para o Porto do Pecém.
Outra alternativa seria uma combinação de três recursos disponíveis com a tecnologia atual: a colocação de pedras na beira da praia, expediente chamado de “enrocamento aderente”, mais espigões (com aterros entre eles) e um quebra-mar artificial colocado em uma linha paralela à costa. 

O lugar para cada intervenção seria decidido de acordo com a necessidade, a preservação da fauna e da flora e os interesses da comunidade que mora próximo ou frequenta a orla.



Essas obras de contenção já começaram no Icaraí, e notícias veiculadas na mídia, dão conta de que os recursos já estão disponíveis. O projeto prevê a recuperação de quase 1,5 km de faixa de praia e está orçado em quase R$ 8 milhões. 


Ainda que se amenize a situação, os prejuízos tanto materiais quanto ambientais são incalculáveis. 
No mais é esperar para ver o dia em que os donos do planeta se conscientizem que Gaia tem um ponto de equilíbrio. E quando limites são ultrapassados, todos perdem.