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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Açude Acarape do Meio

Construção da barragem do Açude, ao fundo a Vila do Acarape do Meio, hoje desaparecida.

Antes da construção do açude atual, existia próximo ao local onde hoje fica o sangradouro, um pequeno açude chamado de Açude do Benício, construído por um morador de uma  aglomeração  que existia no local, chamada  Comunidade do Carrapicho, localizada alguns metros abaixo da Vila do Acarape do Meio. Com a construção do Açude o povoado foi submerso o que determinou o fim da comunidade.  As antigas casas e até o cemitério foram encobertos pelas águas, só restou a Capela de São Gerardo, localizada no alto do Morro do Passarinho.

 
A capela de São Gerardo Magela, localizada no alto do serrote do Passarinho à esquerda da barragem, ainda é utilizada em um evento anual, quando é celebrada missa em homenagem ao padroeiro. A celebração ocorre no terceiro sábado de outubro, às 17 horas.


O Acarape do Meio foi construído entre 1909 e 1924 para abastecimento de água potável da capital Fortaleza, com projeto original do engenheiro Piquet Carneiro, membro da Comissão de Açudes e Irrigação, o qual foi modificado posteriormente pelos engenheiros da IFOCS (atual DNOCS). Está localização no Distrito de São Gerardo (antigo distrito de Acarape do Meio), município de Redenção.


A barragem Eugênio Gudin, está localizada no município de Redenção, a cerca de 65 km de Fortaleza.   Barra  o rio  Acarape,  sistema  Complementar,  cuja bacia hidrográfica  cobre  uma  área de 241,525 k m2. O reservatório tem uma capacidade de 34.100.000 m3.  Inicialmente de propriedade  do DNOCS, passou depois à responsabilidade do município de Redenção, onde a obra se localiza. Presentemente  está  sob   a jurisdição do Estado do Ceará.
Tem como finalidade principal o abastecimento d'água da cidade de  Fortaleza  e  de  outras que se localizam no percurso da adutora. Secundariamente destina-se à irrigação de lavouras a jusante da barragem, atende à piscicultura e às culturas  agrícolas nas áreas de montante.
 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Patrimônio Tombado: Açude do Cedro


 Açude do Cedro no ano de sua inauguração em 1906

Estado – Ceará
Município – Quixadá
Bacia Hidrográfica – Banabuiú
Rio Barrado – Sitiá
Informações Gerais
Ano do Projeto – 1882 (modificado  em 1889)
Início da Construção – 1890
Ano da Inauguração       1906
Proprietário – DNOCS

Açude do Cedro com a pedra da galinha choca ao fundo (foto Blog O Povo)

Localizado em Quixadá, o Açude do Cedro foi umas das primeiras grandes obras de combate às secas realizadas pelo Governo Brasileiro. A ordem de construção foi dada por D. Pedro II em decorrência do grande impacto social provocado pela seca de 1877 - 1879.
O Governo Imperial solicitou ao engenheiro Ernesto Antônio Lassance Cunha e a outros técnicos,  estudos de meios para o combate aos efeitos das secas no Ceará. Ficou então decidida a construção de barragens nos leitos dos rios para barrar as águas pluviais.  Após visitas dos técnicos a diversos locais no interior da província, o Boqueirão do Cedro foi o local selecionado.
As obras de construção do açude só foram  iniciadas em 15 de novembro de 1890. Sua conclusão, após várias interrupções, foi em 1906 já sob coordenação do engenheiro Bernardo Piquet Carneiro, que assumiu a direção da construção em 1900.
O período entre o primeiro projeto e a inauguração foi de 25 anos e suas obras contaram, em grande parte, com o emprego de mão-de-obra dos flagelados da seca.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1977.

fonte:
DNOCS
Wikipédia

quarta-feira, 16 de março de 2011

Açude Público Padre Cícero (Açude Castanhão)

Açude Castanhão com as comportas parcialmente abertas (foto O Povo)
O Açude Castanhão  é um reservatório localizado no Ceará, construído sobre o leito do Rio Jaguaribe,  cuja barragem está localizada no Município de Alto Santo.  
Fica a 253 km de Fortaleza. Seu reservatório, de 325 quilômetros quadrados, tem capacidade de 6,7 bilhões de metros cúbicos de água em 48 km de comprimento. 
É o maior reservatório de água doce do Ceará. 
A obra foi iniciada em 1995 no governo de Tasso Jereissati e concluída em 2003, no governo de Beni Veras. A construção do reservatório foi resultado de uma parceria entre o DNOCS e a Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará. 
O açude abrande os municípios cearenses de Nova jaguaribara, Alto Santo, Jaguaretama e Jaguaribe.
Durante a construção do açude foi necessário remover a antiga sede do município de jaguaribara, que foi inundada. Em substituição á cidade submersa, foi construída a cidade de nova Jaguaribara, que procurou reproduzir a antiga cidade, a fim de atenuar a frustração dos moradores, que viram sua cidade natal ceder seu espaço para dar lugar ao açude Castanhão.
A construção de açudes no Ceará representa mecanismo de controle das secas, e no caso do Castanhão, é um instrumento de controle das cheias sazonais que atingem a região do Vale do Jaguaribe. 
É também utilizado para irrigação, abastecimento urbano e piscicultura, onde são desenvolvidos diversos projetos visando a melhoria da qualidade de vida da população da região jaguaribana.  

Nesse mês de março, já está prevista a abertura parcial das  comportas,  para diminuir o crescente volume de água acumulada no açude em decorrência das fortes e constantes chuvas que caem no Estado desde o início do ano, sobretudo na região do Cariri, onde fica o rio Salgado, principal afluente do rio Jaguaribe, barrado pelo Castanhão. 

fontes: 
DNOCS
 Wikipedia
 Diário do Nordeste
O Povo 
fotos:
Sandra Nascimento
Fátima Garcia