Mostrando postagens com marcador açudes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador açudes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Pentecoste, Ceará

centro velho
foto:http://photosdeviagens.blogspot.com.br

População:  35.823 habitantes (estimativa para o ano 2012 – IBGE)
Área da unidade territorial: 1.378.311 km²
Densidade demográfica:  25,68 hab/km²

Pentecoste chamou-se primitivamente Conceição da Barra ou Barra da Conceição. Suas origens remontam ao Século XIX, quando Bernardino Gomes Bezerra, fazendeiro em Canindé e residente na região praieira do Acaraú, construiu nas proximidades da fazenda Barrinha, pertencente a Francisco Ferreira Azevedo, uma casa onde fixaria morada (1860). Surgiram em consequência outros moradores, edificando novas residências e contribuindo para a formação do arraial.

Igreja Matriz Nossa senhora da Conceição
 (foto: http://photosdeviagens.blogspot.com.br)
Construída em 1864, já passou por reformas, mas ainda conserva alguns traços antigos. Está localizada no centro da cidade, onde nasceu com seus casarões e casas antigas. A Igreja é uma homenagem à santa padroeira do município.

Avenida José de Borba Vasconcelos (foto: http://www.pentecoste.ce.gov.br)

Os moradores, liderados por Bernardino, lançaram a pedra fundamental para construção de uma capela dedicada ao culto de Nossa Senhora da Conceição.  Achando-se a povoação situada a poucos metros da junção dos rios Canindé e Curu, deram-lhe o nome de Barra da Conceição.  Rezou a primeira missa naquelas paragens, no domingo de Pentecostes de 1864, o Padre Manuel Lima. Esse fato singular da vida Cristã naquela incipiente comunidade marcaria o início de sua gradativa emancipação, além de lhe conferir a bela denominação – Pentecostes, nome proposto pelo padre Manuel Lima, perpetuando naquele rincão a memória da descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos. Todos concordaram, sendo que houve um lamentável erro de imprensa quando do registro, pois o “S” foi subtraído, e a cidade ficou com o nome de Pentecoste.

Formação Administrativa

Açude Caxitoré, localizado no limite entre os municípios de pentecoste e Umirim
foto:http://pentecostece.blogspot.com.br 

Distrito criado com a denominação de Pentecoste, pela lei provincial nº 1283, de 29-09-1869.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Pentecoste, pela lei provincial nº 1542, de 23-08-1873, desmembrado de Canindé. Sede no núcleo de Pentecoste. 
Pelo decreto estadual nº 18, de 05-04-1892, a vila é extinta, sendo seu território anexado a vila de Canindé, como simples distrito.
Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Pentecoste, pela lei estadual nº 457, de 27-08-1898.
Pelo decreto estadual nº 1893, de 20-05-1931, é extinta a vila de Pentecoste, sendo seu território anexado ao município de Arraial, como simples distrito.
Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Pentecoste, pelo decreto nº 1540, de 03-05-1935. Desmembrado de Arraial. 
Elevado definitivamente a condição de cidade com a denominação de Pentecoste, pelo decreto estadual nº 448, de 20-12-1938, sob o mesmo decreto o distrito de Cruz do Matias passou a denominar-se simplesmente Matias.
Em divisão territorial datada de 31-12-1968, o município é constituído de 4 distritos: Pentecoste,  e Matias, Porfírio Sampaio e Sebastião de Abreu, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

 foto: http://pentecostece.blogspot.com.br

Localização:  Pentecoste fica localizado na bacia hidrográfica do rio Curu e ainda conta com um dos maiores açudes do estado, o Pereira de Miranda, além do Caxitoré.

Mesorregião: norte cearense
Microrregião:  médio Curu
Limites:
Norte:  Umirim, São Luis do Curu e São Gonçalo do Amarante
Leste: Caucaia e Maranguape
Oeste: Apuiarés e Itapajé  
Sul: Caridade
Distância de Fortaleza: 89 km

açude Pereira de Miranda (foto Wikipédia) 

A barragem Pereira de Miranda, do Açude Pentecoste, está localizada no município de Pentecoste.  Barra o rio Canindé, sistema do rio Curu. A sua bacia hidrográfica cobre uma área de 2.840 km².  A barragem tem como finalidades: o controle das cheias do rio Canindé; a regularização do rio Curu; a irrigação das terras de jusante, coadjuvada pelas águas armazenadas no Açude General Sampaio; a geração de energia elétrica; a piscicultura e o aproveitamento para culturas nas áreas de montante.  Foi projetada e construída pelo DNOCS, entre os anos de 1950 e 1957.
foto: http://www.turismopelobrasil.net

Inaugurado em 1958, pelo então presidente da República, Juscelino Kubitschek, o Pereira de Miranda é o quinto maior açude do Ceará, com capacidade de 395 milhões de metros cúbicos de água. O açude é o principal ponto de lazer de Pentecoste, atraindo centenas de nativos e turistas, semanalmente, para banho e lazer na água doce.


Pesquisa:
IBGE
DNOCS
Wikipédia
http://www.pentecoste.ce.gov.br/v1/index.php/historia
http://raimundomoura.blogspot.com/2011/08/historia-de-pentecoste-ce.html

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Patrimônio Tombado: Açude do Cedro


 Açude do Cedro no ano de sua inauguração em 1906

Estado – Ceará
Município – Quixadá
Bacia Hidrográfica – Banabuiú
Rio Barrado – Sitiá
Informações Gerais
Ano do Projeto – 1882 (modificado  em 1889)
Início da Construção – 1890
Ano da Inauguração       1906
Proprietário – DNOCS

Açude do Cedro com a pedra da galinha choca ao fundo (foto Blog O Povo)

Localizado em Quixadá, o Açude do Cedro foi umas das primeiras grandes obras de combate às secas realizadas pelo Governo Brasileiro. A ordem de construção foi dada por D. Pedro II em decorrência do grande impacto social provocado pela seca de 1877 - 1879.
O Governo Imperial solicitou ao engenheiro Ernesto Antônio Lassance Cunha e a outros técnicos,  estudos de meios para o combate aos efeitos das secas no Ceará. Ficou então decidida a construção de barragens nos leitos dos rios para barrar as águas pluviais.  Após visitas dos técnicos a diversos locais no interior da província, o Boqueirão do Cedro foi o local selecionado.
As obras de construção do açude só foram  iniciadas em 15 de novembro de 1890. Sua conclusão, após várias interrupções, foi em 1906 já sob coordenação do engenheiro Bernardo Piquet Carneiro, que assumiu a direção da construção em 1900.
O período entre o primeiro projeto e a inauguração foi de 25 anos e suas obras contaram, em grande parte, com o emprego de mão-de-obra dos flagelados da seca.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1977.

fonte:
DNOCS
Wikipédia

sexta-feira, 18 de março de 2011

Jaguaribara: a Velha e a Nova

A Origem do município de Jaguaribara remonta ao final do Século XVII,  quando se estabeleceram naquelas terras ermas, algumas fazendas destinada a criação de gado. Em 1694, devido a forte resistência dos índios, donos originais da terra, os fazendeiros foram obrigados a se retirarem para as proximidades de Fortaleza, voltando anos mais tarde após vencida a resistência indígena.
O povoado de Santa Rosa constituiu-se de um desdobramento desta área, a qual foi transferida, em 1786 por doação de um dos herdeiros, para o patrimônio da Igreja católica. Elevada a condição de Vila, Santa Rosa foi inicialmente distrito do município de Frade, posteriormente denominado de Jaguaretama.
Em 31 de outubro de 1824, o povoado foi marcado pelo mais importante embate verificado no Ceará, entre as tropas imperiais e os componentes da Confederação do Equador que lutavam por um Nordeste independente.
Deste embate, realizado as margens do Rio Jaguaribe, resultou a captura e o assassinato de Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, Presidente da Confederação do Estado do Ceará. 
No ano de 1924, o Instituto Histórico do Ceará, ergueu no local denominado Alto dos Andrade, no Sítio Tapera, zona rural de Jaguaribara, um pequeno monumento ao herói. 
Supostamente seus restos mortais foram sepultados na capela do povoado.
Jaguaribara foi distrito de Jaguaretama, até que a Lei de nº 3.550 de 9 de março de 1957, promoveu-o a município. 
A denominação atual de Jaguaribara oficializou-se com o Decreto Lei nº 1.113 de 30 de dezembro de 1943, sendo uma referência a tribo tupi que habitava a região. Etimologicamente Jaguaribara significa Moradores do Rio das Onças. 
A Nova Jaguaribara


A história de Jaguaribara começou a mudar em 1985,  quando chegaram ao município, as primeiras notícias acerca da construção da barragem do Castanhão. 
A população foi avisada de que haveria desapropriação de imóveis e retirada dos moradores para uma área mais alta, não atingida pela obra. O maior reservatório de água doce do Ceará, destinado à irrigação, iria inundar cerca de  2/3 (dois terços) de Jaguaribara, inclusive a antiga sede do município. 
 O processo de desapropriação e retirada gradativa dos moradores aconteceu sob protestos,  grande resistência da população e de várias  instituições, como a associação de moradores e a Igreja Católica,  em razão da indefinição sobre as condições sociais e econômicas em que se dariam os reassentamentos. 
A nova cidade começou a ser construída em 1997, e em julho de 2001, as famílias começam a deixar suas casas.    
Inaugurada em 25 de setembro de 2001, a cidade de Nova Jaguaribara foi construída numa área de 300 hectares, e se tornou o primeiro município cearense  a ser criado com uma estrutura toda planejada. 
O Governo do Estado investiu R$ 70 milhões no projeto, que contemplou aos moradores da cidade antiga e do distrito de Poço Comprido, que também foi afetado pela construção da barragem do Castanhão. 

A nova sede conta com réplicas da antiga, correspondentes à igreja matriz e a igreja do Poço Comprido. Foram deslocadas aproximadamente 3.600 pessoas da área urbana, além da população rural da área inundada e da área atingida pelas obras civis, o que implicou no deslocamento de cerca de 8.000 pessoas, residentes nos municípios de Jaguaribara, Jaguaretama, Alto Santo e Jaguaribe.
Passados quase 10 anos da histórica inauguração da nova cidade em 2001, a situação dos reassentados é bastante crítica: 
 403 famílias não possuem escritura pública das casas;
 42 lotes no Projeto Mandacaru, não podem ter financiamento bancário porque não foram legalizados,  e assim, agricultores não conseguem plantar;  
Proprietários de terras não receberam indenização, mas em alguns casos a indenização  foi considerada paga. 
Famílias de áreas atingidas pelas águas do Castanhão, não foram assentadas e ficam em situação de risco quando as comportas são abertas ; 
 centenas de famílias aguardam uma adutora prometida pelos governos Federal e do Estado,  e passam sede, enquanto veem as águas do Castanhão passarem em frente das casas. 

Se transformadas em dinheiro todas as pendências sociais desde a instalação do Complexo Castanhão somam cerca de R$ 6,9 milhões os recursos reclamados por mais de 400 famílias em mais de 15 anos desde o inicio da construção da barragem. 

fotos: Sandra Nascimento
fontes:
Jornal Diário do Nordeste, de 11.12.2010
IBGE 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Açude Público Padre Cícero (Açude Castanhão)

Açude Castanhão com as comportas parcialmente abertas (foto O Povo)
O Açude Castanhão  é um reservatório localizado no Ceará, construído sobre o leito do Rio Jaguaribe,  cuja barragem está localizada no Município de Alto Santo.  
Fica a 253 km de Fortaleza. Seu reservatório, de 325 quilômetros quadrados, tem capacidade de 6,7 bilhões de metros cúbicos de água em 48 km de comprimento. 
É o maior reservatório de água doce do Ceará. 
A obra foi iniciada em 1995 no governo de Tasso Jereissati e concluída em 2003, no governo de Beni Veras. A construção do reservatório foi resultado de uma parceria entre o DNOCS e a Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará. 
O açude abrande os municípios cearenses de Nova jaguaribara, Alto Santo, Jaguaretama e Jaguaribe.
Durante a construção do açude foi necessário remover a antiga sede do município de jaguaribara, que foi inundada. Em substituição á cidade submersa, foi construída a cidade de nova Jaguaribara, que procurou reproduzir a antiga cidade, a fim de atenuar a frustração dos moradores, que viram sua cidade natal ceder seu espaço para dar lugar ao açude Castanhão.
A construção de açudes no Ceará representa mecanismo de controle das secas, e no caso do Castanhão, é um instrumento de controle das cheias sazonais que atingem a região do Vale do Jaguaribe. 
É também utilizado para irrigação, abastecimento urbano e piscicultura, onde são desenvolvidos diversos projetos visando a melhoria da qualidade de vida da população da região jaguaribana.  

Nesse mês de março, já está prevista a abertura parcial das  comportas,  para diminuir o crescente volume de água acumulada no açude em decorrência das fortes e constantes chuvas que caem no Estado desde o início do ano, sobretudo na região do Cariri, onde fica o rio Salgado, principal afluente do rio Jaguaribe, barrado pelo Castanhão. 

fontes: 
DNOCS
 Wikipedia
 Diário do Nordeste
O Povo 
fotos:
Sandra Nascimento
Fátima Garcia 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Os Biomas Brasileiros

Mapa dos Biomas Brasileiros (IBGE/MMA)
O termo Bioma designa um conjunto de ecossistemas que funcionam de forma estável. É caracterizado por um tipo principal de vegetação predominante na região. Num mesmo bioma podem existir diversos tipos de vegetação. Os seres vivos de um bioma vivem de forma adaptada as condições naturais existentes, como clima, regime pluviométrico, umidade, tipo de solo, temperaturas, etc.
Os biomas brasileiros caracterizam-se, no geral, por uma grande diversidade de animais e vegetais (biodiversidade).
De acordo com o IBGE que em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, lançou o Mapa de Biomas do Brasil, são em número de seis os biomas brasileiros:
                                 fonte: IBGE 
O Bioma Caatinga
A caatinga é um bioma que se concentra na região nordeste do Brasil.
Ocupando cerca de  9,92% do território nacional, se estende pela 
totalidade do estado do Ceará (100%), 
 mais da metade da Bahia (54%),
grande parte da Paraíba (92%),
grande parte de Pernambuco (83%),
boa parte do do Piauí (63%)
 quase todo o Rio Grande do Norte (95%),
 quase metade de Alagoas (48%)
quase metade de Sergipe (49%),
além de pequenas porções de Minas Gerais (2%) e do Maranhão (1%).
É o único bioma exclusivamente brasileiro. Isto significa que grande parte do patrimônio biológico dessa região não é encontrada em nenhum outro lugar do mundo além de no Nordeste do Brasil.
Clima
Nas regiões de caatinga, o clima é quente, chamado de semi-árido. São características desse tipo de clima a baixa umidade, com prolongadas estações secas, podendo chegar a oito ou nove meses de estiagem por ano e quantidade reduzida de chuvas.
Esse clima irregular influencia na vida de todos os seres vivos. Quando ocorre  uma estiagem prolongada muitos  rios e lagoas secam em determinadas épocas, aumentando a aridez do ambiente.    
Vegetação
A diversidade de espécies vegetais é pequena, quando comparada a outros biomas brasileiros como a Mata Atlântica e a Amazônia.
Entretanto, estudos recentes revelam um alto número de espécies endêmicas, isto é, espécies que só ocorrem naquela região. A vegetação se caracteriza por arbustos tortuosos, com aspecto seco e esbranquiçado por quase todo ano.
A vegetação é composta por plantas xerófitas, espécies que acabaram desenvolvendo mecanismos para sobreviverem em um ambiente com poucas chuvas e baixa umidade.
No bioma caatinga são comuns árvores baixas e arbustos.
Espinhos estão presentes em muitas espécies vegetais. Nos cactos, por exemplo, eles são folhas que se modificaram ao longo da evolução, fazendo com que a perda de água pela transpiração seja menor. 
xique xique vegetação indicativa de solo raso, drenagem deficiente e baixa pluviosidade (imagem: http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/)
Os cactos são muito representativos da vegetação da caatinga. Mas não são os únicos representantes. Mesmo com o curto período de chuvas, existe uma variedade de espécies vegetais.  Entre elas estão o mandacaru, a coroa-de-frade, o xique-xique, o juazeiro, o umbuzeiro e a aroeira.
Fauna
A maioria dos animais da caatinga tem hábitos noturnos, o que evita que se movimentem em horas mais quentes. Os lagartos são muito comuns na região: 47 espécies já foram catalogadas. Ainda entre os répteis também se destacam as serpentes. Até agora foram encontradas 45 espécies de serpentes. A cascavel é uma das cobras mais vistas na caatinga. Os anfíbios são também numerosos na caatinga. 
ararinha azul, espécie em risco de extinção
Algumas aves são moradoras típicas da caatinga,  caso do carcará, da asa-branca e da gralha-canção. Neste bioma, vive a ararinha azul, espécie seriamente ameaçada de extinção. 
Também existem muitos mamíferos na caatinga. Entre as árvores secas e em terrenos pedregosos, vivem onças, gatos selvagens, capivaras, gambás, preás, macacos-prego, e o veado catingueiro, também ameaçado de extinção como a ararinha azul.
Solo
de modo  geral, o solo é raso, rico em minerais, mas pobre em matéria orgânica, já que a decomposição desta matéria é prejudicada pelo calor e a luminosidade, intensos durante todo ano na caatinga.
Fragmentos de rochas são frequentes na superfície, o que dá ao solo um aspecto pedregoso. Este solo com muitas pedras dificilmente armazena a água que cai no período das chuvas. A presença de minerais no solo da caatinga é garantia de fertilidade em um ambiente que sofre com a falta de chuvas. 
Por isso, nos poucos meses em que a chuva cai, algumas regiões secas rapidamente se transformam, dando espaço a árvores verdes e gramíneas
A Escassez de Água
Os rios que fazem parte da caatinga brasileira são, em maioria, intermitentes ou temporários. No caso deste bioma, onde há escassez de chuva durante maior parte do ano, os rios que nascem na região ficam secos por longos períodos. Para enfrentar a falta de água nas estações secas, os moradores da caatinga constroem poços, cacimbas e açudes. 
O Rio Jaguaribe já foi o maior rio seco do mundo. Hoje está perenizado pelas águas do Açude Orós, e mais recentemente, também pelo Açude Castanhão
Os ecossistemas do bioma Caatinga encontram-se bastante alterados, com a substituição de espécies vegetais nativas por cultivos e pastagens. O desmatamento e as queimadas são ainda práticas comuns no preparo da terra para a agropecuária que, além de destruir a cobertura vegetal, prejudica a manutenção de populações da fauna silvestre, a qualidade da água, e o equilíbrio do clima e do solo. Aproximadamente 80% dos ecossistemas originais já foram antropizados.
As queimadas para produção de lenha e carvão e para agropecuária, ainda são muito utilizadas na região da caatinga. Estas prejudicam o solo, modificam o clima e aumentam o risco de incêndio em toda vegetação
Cerca de 20 milhões de brasileiros vivem na região coberta pela Caatinga, em quase 800 mil km2 de área. Quando não chove, o homem do sertão e sua família precisam caminhar quilômetros em busca da água dos açudes. A irregularidade climática é um dos fatores que mais interferem na vida do sertanejo.
 sites consultados
http://www.ibge.gov.br/

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Açude Banabuiú


As obras de construção da barragem tiveram início em 1952, com a instalação do canteiro, acampamento e estradas de acesso.  Em  1953  começaram  a abertura, limpeza e tratamento da fundação.  


A obra teve andamento normal até 1960, quando os seus construtores lutaram arduamente para que a barragem não fosse ultrapassada pelas águas, em razão da cheia do rio Banabuiú. Superada a cheia, os trabalhos retomaram seu ritmo normal.  
Em 1961, novas chuvas preocuparam os construtores da barragem, paralisando novamente os trabalhos.  Os serviços, reiniciados em 1963, foram concluídos em 1966.


A barragem Arrojado Lisboa, do Açude Banabuiú, está localizada no município de Banabuiú, estado do Ceará, a cerca de 230 km de Fortaleza. Barra o rio Banabuiú, pertencente ao sistema do rio Jaguaribe. 


A  sua  bacia  hidrográfica  cobre uma área de 13.500 km2. 
É o terceiro maior reservatório de água do Ceará.

Município de Banabuiú visto da barragem

fotos: Fátima Garcia