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quarta-feira, 26 de junho de 2024

Porto Canoa o Resort abandonado de Aracati

 



A promessa é que seria um megaempreendimento à beira-mar, no aprazível litoral de Aracati, nível internacional, com capacidade para receber até 1.100 pessoas. O projeto contava com salão de convenções, auditório com capacidade para 130 pessoas, salas de apoio para a realização de eventos, dois restaurantes, parque aquático, piscinas, lojas, um hotel resort 5 estrelas com 166 apartamentos, uma pousada com 20 apartamentos e três condomínios num total de 96 apartamentos.

O local denominado Porto Canoa foi inaugurado em 1996, com boa parte construída, iniciativa do empresário Clodomir Girão e aporte de capital de sócios estrangeiros. Seria o primeiro grande empreendimento hoteleiro de Canoa Quebrada, mais próximo, porém, da Praia de Majorlândia.  O projeto se arrastou por 10 anos, sem se estabilizar. Os investimentos ficaram escassos e houve debandada dos investidores estrangeiros. O resort nunca chegou aos 100% de ocupação e decaiu mais ao longo do tempo. O Porto Canoa mostrou-se um retumbante fracasso.

Hoje quem passa no sentido Leste a partir de Canoa Quebrada em direção a praia de Majorlândia se depara com os restos da construção: a parte do empreendimento que corresponde ao condomínio de apartamentos adquiridos por particulares, ainda está lá. São três blocos de apartamentos de tamanhos variados, regularmente ocupados, geralmente no sistema de aluguel por temporada, em local isolado, com praia privativa, mas sem acesso, sem infraestrutura por perto, e bem longe dos atrativos da famosa Vila de Canoa Quebrada.

O resto é abandono. As únicas vizinhas são as ruínas e a solidão. A começar pelo acesso pela praia ao resort, uma via em mau estado, cheia de mato, deserta e solitária. À noite, é de se esperar que a escuridão tome de conta. (tem acesso também pela CE 371). As ruínas das construções ficam dos dois lados da estrada, prédios, piscinas, colunas, pisos, azulejos, testemunhas do enorme desperdício de recursos empregados no malogrado projeto hoteleiro, que pretendia ser o maior da região.

De bom e bonito, restam a paisagem natural, o mar verde esmeralda de Aracati, as belas praias e alguns coqueiros, que felizmente não dependem nem dos recursos nem da (falta de) competência de nenhum empreendedor, e continuam formosas. Apesar deles.  


 






Fotos e vídeos: Fortaleza em Fotos nov/2023

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Praia do Morro Branco



 Farol
 Igreja de São Pedro

Localizada no município de Beberibe, litoral leste do Ceará, a praia do Morro Branco fica a 5 km do centro de Beberibe e a 91 km de Fortaleza. Em razão de sua bela paisagem natural, com suas falésias vermelhas e recortadas formando labirintos naturais, as praias de Morro Branco, em já serviram de cenário para algumas produções televisivas. As novelas "Tropicaliente" e "Final Feliz", a minissérie "Sansão e Dalila", o filme "O Noviço Rebelde" além do programa "No Limite" 
A luz forte e duradoura das proximidades da Linha do Equador ressalta o contraste entre o verde do mar e o vermelho das falésias, de onde saem areias de diversas cores. Elas servem de material para artesãos produzirem os mais diversos objetos decorativos em garrafas. 
Apesar das inúmeras falésias de areias vermelhas o lugar recebeu o nome de Morro Branco por conta de uma duna branca e alta, de onde se tem uma das mais bonitas vistas do por-do-sol.
 

Monumento Natural das Falésias de Beberibe







As falésias são formações geográficas que aparecem com o encontro abrupto das águas do mar com a terra. As ondas desgastam a costa e formam escarpas altas e verticais. A erosão constante ao longo de anos e anos formou em Beberibe um longo labirinto de sete quilômetros. O Labirinto das Falésias, é acessível a pé. A entrada, a partir da vila, é sinalizada. A caminhada por entre os paredões coloridos é curta e pode ser feita sem guia, mas vale a pena contratar um monitor local para ouvir algumas histórias da região e vê-lo formar a aquarela de cores com as areias coletadas de onde não se imagina. A saída do labirinto é no mar, nas barracas que vendem souvenires.
O Monumento Natural das Falésias de Beberibe, é uma unidade de conservação de proteção integral, criada pelo DECRETO Nº 27.461, de 04 de junho de 2004, e abrangendo uma área equivalente a 31,29 hectares. 

fotos de Rodrigo Paiva
agosto/2014
 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A Lenda de Jericoacoara


Contam antigas lendas que, sob o serrote de Jericoacoara, ali onde o sertão adentra o mar, numa gruta ornada de tesouros e objetos mágicos,  vive encantada uma princesa moura. Prisioneira de terrível maldição expia a princesa tenebrosa pena, transformada em serpente, com cabeça e pés femininos. Dizem os adivinhos que, no momento em que algum ser natural ou sobrenatural, traçar no dorso da cobra, uma cruz com sangue humano, a princesa desencantará. Reza ainda lenda que, em torno da princesa encerrada na gruta, estende-se oculta uma cidade de muitas gentes. Conhecedor de tão inverossímil história, narra Joaquim Canuto, o contador de trancosos oficial do lugar, que um feiticeiro espanhol de nome Manoel Queiroz decidiu desfazer o encanto.


Corria o ano de 1938, quando o feiticeiro, fascinado pelos encantos da princesa, e querendo arrebatar sua beleza e riqueza, convocou os moradores do pequeno arruado para a empreitada. Em grande romaria, caminharam por sobre maravilhosas dunas de areias  alvas e finíssimas, contornadas por verdes coqueirais, onde o vento tocava uma música mágica, tangendo-lhes as palmas como se fossem cordas de uma sublime harpa.


Beirando a esmeralda cristalina do mar, deram de frente à gigantesca porta da gruta. Acenderam tochas para iluminar a trilha e os mais destemidos já se preparavam para adentrar o misterioso recinto, quando teve início uma grande controvérsia entre os circunstantes. O feiticeiro penhorava o sacrifício de alguém, pois só desse modo poder-se-ia libertar a cidade e desencantar a princesa. Porém, ninguém queria se apresentar como voluntário. Foi quando, após atordoante estrondo, surgiu no portão da gruta a horrenda serpente, na qual a princesa fora encantada. Alguns juram ter ouvido o alarido de animais e gentes da cidade.

Ninguém, entretanto, ousou enfrentar o monstro. O primeiro a fugir foi o feiticeiro, o que causou revolta no povo, que o conduziu a cadeia da vila mais próxima. Antes que a prisão se consumasse, desgostoso e desesperado, o espanhol Manoel Queiroz pulou do alto do penhasco que encima o serrote.

extraído do livro
O Ceará dos anos 90 - censo cultural
fotos de Jericoacoara - Ricardo Vianna

sábado, 12 de outubro de 2013

Icapui - Ce


A história de Icapuí é muito especial. Começa quando era apenas uma pequena vila, chamada Caiçara, que significa cerca de galhos, que protegia as tribos dos índios. O Distrito foi criado em 1938, com a denominação de Caiçara, com terras desmembradas do distrito de Areias, subordinado ao município de Aracati. Em 1943, o distrito de Caiçaras passou a denominar-se Icapuí.  
No começo Icapuí tinha poucos habitantes. Depois, com o passar dos tempos, a população aumentou e aconteceu a primeira tentativa de torná-la município, através de Orlando Rebouças e Marcondes de Oliveira, em 1957, o que não foi possível, devido às forças políticas que eram contrárias ao movimento. Vinte e sete anos após a primeira tentativa, um grupo de nativos conseguiu transformar Icapuí em município, desmembrando-o política e administrativamente de Aracati, a partir de 22 de janeiro de 1984. O município é dividido em três distritos: Icapuí (sede), Ibicuitaba e Manibu.

 Vista do Mirante 
Entrada da cidade

 Igreja Matriz de N. S. da Soledade





 Área de manguezal
Passarela do mangue

População estimada 2013 – 19.129 habitantes
População censo de 2010 – 18.392 habitantes
Área da unidade territorial – 423,448 km²
Densidade demográfica – 43,43 hab/km²

Limites do Município: Norte e Leste: Oceano Atlântico, Sul: Tibau (RN), Aracati, Oeste:  Aracati
distância de Fortaleza: 202 km
As terras de Icapuí são compostas de dunas móveis e fixas e de tabuleiros pré-litorâneos, com elevações inferiores a 100 metros acima do nível do mar (Morro do Timbaú).

fotos de Ricardo Vianna
outubro/2013 
fontes:
IBGE
Wikipédia

terça-feira, 23 de abril de 2013

Paracuru



Distante 84 km de Fortaleza, é a única sede de município do interior cearense banhada pelo mar. Limita-se ao Norte e Leste com o Oceano Atlântico; ao Sul com o município de São Gonçalo do Amarante e a Oeste  com a cidade de Paraipaba. 
População de Paracuru: 32.255 habitantes (IBGE estimativa da população em 2012)
Localização: Mesorregião Norte Cearense;  microrregião Baixo Curu.

Praça Francisco B. Azevedo (da matriz) 
Igreja de N. S. dos Remédios
Igreja matriz de N. S. dos Remédios

Prédio da Biblioteca Pública
sede do Poder Municipal

Praia da Munguba  é uma das mais populares e mais agitadas, com diversos bares e barracas na orla. Praia de ondas fortes, dunas e currais de peixes. É a praia do centro da cidade, conhecida por Praia de Paracuru. Nela fica localizado o conjunto que compreende o mirante e o Farol de Paracuru, localizados em frente à praça e a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios.
  
Antigamente havia uma pequena povoação a beira mar, habitado quase que exclusivamente por pescadores, mas que um dia foi tragado pelas areias das dunas de Paracuru, obrigando os moradores a construir uma nova vila em um local mais alto e seguro. E foi assim que o Padre João Francisco Nepomuceno  da Rocha, nascido no Parazinho, deu início a construção da igreja, edificando ao seu redor as primeiras casas, sendo por esse motivo considerado o Fundador de Paracuru. Logo em seguida, no ano de 1862, o referido padre doou todas as terras de sua família para a Igreja Católica para conseguir a elevação da capela de Nossa Senhora dos Remédios à categoria de Paróquia.
Em 27 de novembro de 1868, a Lei de nº. 1.235, elevou a categoria de vila à povoação do Parazinho com a denominação de Vila do Paracuru, e território desmembrado de Trairi.

Curral de peixes na Praia da Pedra Rachada
Terminal da Petrobrás
Praia da Pedra Rachada
Praia da Munguba

 a Lei de nº. 1.153, de 22 de novembro de 1951, deu a Paracuru sua emancipação política definitiva elevando o distrito à categoria de município, e território desmembrado de São Gonçalo do Amarante. Mesmo assim Paracuru permaneceu ainda, sob o domínio político de São Gonçalo do Amarante até a realização das eleições de 3 de outubro de 1954, sendo a sede municipal instalada a 25 de março de 1955, com a posse dos novos eleitos para gerir os destinos do município recém criado. 


fotos de Paracuru
Rodrigo Paiva e Raquel Garcia - abril de 2013
Fontes:
wikipédia
IBGE
www.portaldeparacuru.com.br

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Itapipoca

Praça Perilo Teixeira (foto: Wikipédia)

População - 116.065 habitantes - IBGE 2010
Área da unidade territorial – 1.614,159 km²
Densidade demográfica – 72,38 hab/km²           
Limites 
Norte: Oceano Atlântico; Leste: Trairi e Tururu; Sul: Uruburetama e Itapajé;  
Oeste: Miraíma e Amontada.
Distância de Fortaleza – 130 km
Localização 
 mesorregião Norte cearense
Microrregião – Itapipoca 
É conhecida como "cidade dos três climas", por haver em seu território praias, serras e o sertão.
tem seu território situado dentro de
três unidades geo-ambientais:  serra fazendo parte do maciço residual de Uruburetama,
depressão sertaneja e litoral.

Estação de Itapipoca, anos 70 (foto do site estações ferroviárias)
Com a expansão da pecuária no ciclo do couro e da agricultura do algodão, a ocupação é intensificada e Itapipoca se consolida como centro urbano no século XIX. Nos planos de ligação Fortaleza-Sobral através dos caminhos de ferro no século XX, surge a estrada de ferro de Itapipoca com três estações: Rajada, Itapipoca e Craúna/Anario Braga. Com a estrada de ferro, Itapipoca consolida-se como centro comercial.  

O povoado de Itapipoca teve sua colonização oficial a 13 de abril de 1744, com a concessão de uma sesmaria na serra de Uruburetama, ao Sargento Mor Francisco Pinheiro do Lago, que em seguida repassou para seu genro Jerônimo Guimarães de Freitas (fundador oficial de Itapipoca) e sua esposa Francisca Pinheira do Lago. 
Situada entre serras e o mar, inicialmente chamada de São José de 1744 a 1823. Com sua emancipação política a 17 de outubro de 1823 passou a chamar-se de Vila da Imperatriz (hoje distrito de Arapari).

Igreja Matriz de Nossa Senhora das Mercês. Construção em estilo barroco, iniciada em 1881, pelo Monsenhor Antero José de Lima, e concluída (ainda que parcialmente) em 1887, pelo Frei Cassiano de Camachio. Tem capacidade para abrigar 1800 pessoas.  É uma das mais belas e importantes obras do Patrimônio Histórico e Cultural daquele município e do Estado do Ceará.  foto do site:  http://www.panoramio.com/photo/8662858

Nos anos de 1844 a 1850 foram construídos diversos armazéns para a venda de fardos de algodão vindos da serra e destinados à Capital. O intercâmbio comercial atrai novas famílias para o local, principalmente entre os anos de 1860 a 1865 quando o algodão alcança preços altos no mercado exterior
Em 31 de Agosto de 1915 já com sede administrativa no Arraial de Itapipoca foi elevada à categoria de Cidade de Itapipoca. Sua colonização foi iniciada há 319 anos, em 7 de outubro de 1683 (século XVII).


Praia da Baleia (foto Wikipédia)
Localizada a 55 quilômetros de Itapipoca, a praia teria esse nome porque, conta a lenda, as baleias costumavam encalhar nesta faixa do litoral Itapipoquense. A história não foi comprovada, mas há cinco anos, uma maré forte cavou um trecho da praia, revelando a ossada de um grande animal; a ossada ainda está lá enterrada na zona de maré e somente pesquisas poderão atestar se é realmente de uma baleia.

O litoral de Itapipoca é formado por 25 quilômetros de praias, sendo as principais: Baleia, Praia do Maceió, Praia do Apiques e das Pedrinhas, além da Barra do Rio Mundaú e as lagoas de Humaitá e do Mato. Praticamente todo o território está localizado na bacia hidrográfica do Rio Mundaú e seus afluentes, rio Cruxati e os riachos Taboca, Sororó, Quandú e o córrego dos Tanques. Os maiores açudes são: Poço Verde, com capacidade de 13.650.000 m³, e o Quandú, com capacidade de 4.000.000 m³. Na área litorânea existem ainda grandes lagoas como Humaitá e do Mato. 

 Açude da Nação - foto: http://www.panoramio.com/photo/17374202

Em 2010, começaram as obras de construção do Açude Gameleira, que barrará as águas do rio Mundaú, nas fronteiras dos municípios vizinhos de Trairi e Tururu. Este açude terá a capacidade de armazenar 52.642.000 metros cúbicos, isso significará uma capacidade três vezes maior de abastecimento de água para Itapipoca, e os referidos municípios vizinhos.
o município é constituído pelos seguintes distritos: Itapipoca, Arapari, Assunção, Baleia, Barrento, Bela Vista, Calugi, Cruxati, Deserto, Ipu Mazagão, Lagoa das Mercês e Marinheiros. 
fontes:
http://www.estacoesferroviarias.com.br
IBGE
Wikipédia
Governo Municipal de Itapipoca