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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Praia do Morro Branco



 Farol
 Igreja de São Pedro

Localizada no município de Beberibe, litoral leste do Ceará, a praia do Morro Branco fica a 5 km do centro de Beberibe e a 91 km de Fortaleza. Em razão de sua bela paisagem natural, com suas falésias vermelhas e recortadas formando labirintos naturais, as praias de Morro Branco, em já serviram de cenário para algumas produções televisivas. As novelas "Tropicaliente" e "Final Feliz", a minissérie "Sansão e Dalila", o filme "O Noviço Rebelde" além do programa "No Limite" 
A luz forte e duradoura das proximidades da Linha do Equador ressalta o contraste entre o verde do mar e o vermelho das falésias, de onde saem areias de diversas cores. Elas servem de material para artesãos produzirem os mais diversos objetos decorativos em garrafas. 
Apesar das inúmeras falésias de areias vermelhas o lugar recebeu o nome de Morro Branco por conta de uma duna branca e alta, de onde se tem uma das mais bonitas vistas do por-do-sol.
 

Monumento Natural das Falésias de Beberibe







As falésias são formações geográficas que aparecem com o encontro abrupto das águas do mar com a terra. As ondas desgastam a costa e formam escarpas altas e verticais. A erosão constante ao longo de anos e anos formou em Beberibe um longo labirinto de sete quilômetros. O Labirinto das Falésias, é acessível a pé. A entrada, a partir da vila, é sinalizada. A caminhada por entre os paredões coloridos é curta e pode ser feita sem guia, mas vale a pena contratar um monitor local para ouvir algumas histórias da região e vê-lo formar a aquarela de cores com as areias coletadas de onde não se imagina. A saída do labirinto é no mar, nas barracas que vendem souvenires.
O Monumento Natural das Falésias de Beberibe, é uma unidade de conservação de proteção integral, criada pelo DECRETO Nº 27.461, de 04 de junho de 2004, e abrangendo uma área equivalente a 31,29 hectares. 

fotos de Rodrigo Paiva
agosto/2014
 

sábado, 12 de outubro de 2013

Icapui - Ce


A história de Icapuí é muito especial. Começa quando era apenas uma pequena vila, chamada Caiçara, que significa cerca de galhos, que protegia as tribos dos índios. O Distrito foi criado em 1938, com a denominação de Caiçara, com terras desmembradas do distrito de Areias, subordinado ao município de Aracati. Em 1943, o distrito de Caiçaras passou a denominar-se Icapuí.  
No começo Icapuí tinha poucos habitantes. Depois, com o passar dos tempos, a população aumentou e aconteceu a primeira tentativa de torná-la município, através de Orlando Rebouças e Marcondes de Oliveira, em 1957, o que não foi possível, devido às forças políticas que eram contrárias ao movimento. Vinte e sete anos após a primeira tentativa, um grupo de nativos conseguiu transformar Icapuí em município, desmembrando-o política e administrativamente de Aracati, a partir de 22 de janeiro de 1984. O município é dividido em três distritos: Icapuí (sede), Ibicuitaba e Manibu.

 Vista do Mirante 
Entrada da cidade

 Igreja Matriz de N. S. da Soledade





 Área de manguezal
Passarela do mangue

População estimada 2013 – 19.129 habitantes
População censo de 2010 – 18.392 habitantes
Área da unidade territorial – 423,448 km²
Densidade demográfica – 43,43 hab/km²

Limites do Município: Norte e Leste: Oceano Atlântico, Sul: Tibau (RN), Aracati, Oeste:  Aracati
distância de Fortaleza: 202 km
As terras de Icapuí são compostas de dunas móveis e fixas e de tabuleiros pré-litorâneos, com elevações inferiores a 100 metros acima do nível do mar (Morro do Timbaú).

fotos de Ricardo Vianna
outubro/2013 
fontes:
IBGE
Wikipédia

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Fortim


Em suas origens consta como fruto da Proto-História do Ceará, tendo sido fundado por Pero Coelho de Souza, quando de sua malograda Expedição de 1603. Partindo da Paraíba á frente de 200 índios aliados  e de 65 soldados, Pero Coelho atingiu pelo litoral o rio da Cruz (Coreaú) e seguiu para a Serra da Ibiapaba, onde travou combate com os índios Tabajaras e alguns franceses que estavam aliados na localidade.  Derrotando os adversários Pero Coelho tentou seguir para o Maranhão, mas só atingiu o rio Parnaíba, no Piauí, pois seus homens cansados e famintos se recusaram a prosseguir a viagem.

 Pedra do Chapéu, local onde supostamente foi construído do Forte de São Lourenço, o primeiro forte construído às margens do Rio Jaguaribe e que deu origem a cidade. Hoje o local pertence a particulares.


Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, em Fortim, construída em 1912, tombada pela Prefeitura de Aracati . A igreja foi construída com a frente voltada para o rio, pois na época da construção a vila se estendia na beira do rio. A cidade cresceu e o povo começou a erguer suas casas atrás da igreja.


 Praça São Pedro (Praça da matriz)

Rua de Fortim

De volta ao litoral, o capitão-mor determinou a fundação às margens do Rio Ceará, do Forte de São Tiago e o povoado de Nova Lisboa, batizando a capitania de Nova Lusitânia. Ficou pouco tempo por ali. Os índios revoltados com o comportamento brutal dos europeus passaram a atacar o fortim. O açoriano retira-se então para o Rio Jaguaribe, erguendo nas margens deste o Forte de São Lourenço.
Contudo, sofrendo os efeitos da pesada seca de 1605 a 1607 (a primeira registrada na histografia local), abandonado por vários de seus soldados, não recebendo a ajuda prometida pelo governo geral e atacado pelos indígenas, Pero Coelho se viu obrigado a sair do Siará em dolorosa caminhada, na qual pereceram de fome e sede alguns soldados e seu filho mais velho.  Dirigindo-se ao forte dos Reis Magos em Natal e depois Paraíba e Portugal, Pero Coelho morreu em Lisboa alguns anos depois. Fracassava assim, a primeira tentativa de colonizar o Siará Grande, mas a excursão pioneira de Pero Coelho deixou como lembrança histórica, além do Forte de São Lourenço, algumas peças de artilharia, e as raízes do lugar posteriormente chamado de Fortim.


população ribeirinha 

Distrito criado com a denominação de Canoé, pela lei nº 1271, de 29-05-1934, subordinado ao município de Aracati. Pela lei nº 386, de 14-10-1937, o distrito de Canoé passou a denominar-se Fortinho.  Pelo decreto estadual nº 448,de 20-12-1938, o distrito de Fortinho passou a denominar-se Fortim.



Foz do Rio Jaguaribe encontro com o mar em Barra de Fortim

Elevado à categoria de município com a denominação de Fortim pela lei estadual nº 11928,de 27-03-1992, desmembrado de Aracati. Sede no antigo distrito de Fortim. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1993. Em divisão territorial datada de I-VI-1995, o município é constituído de 6 distritos: Fortim, Barra, Campestre, Guajiru, Maceió e Viçosa. 


Limites: 
Norte: Beberibe, Oceano Atlântico;  Leste e Sul: Aracati; Oeste:  Beberibe
Distância até Fortaleza: 135 km
Localização: Mesorregião do Jaguaribe
Microrregião: litoral de Aracati
População: 14.817 habitantes (censo 2010 IBGE)
Área da unidade: 279 km²
Bioma: Caatinga

fotos: Rodrigo Paiva, Raquel Garcia e Eugênia Garcia
Fontes:
História do Ceará, de Airton de Farias
IBGE

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Praia de Águas Belas - Cascavel - Ceará

Rua de Águas Belas
Pracinha
Margem direita do rio Mal Cozinhado
Entrada do ancoradouro
Os ecossistemas da área: rio e mar
dunas...
e morros.
travessia em balsas sobre o rio Mal Cozinhado
e o mar de Águas Belas



A praia de Águas Belas é cortada pelo Rio Mal Cozinhado que deságua no mar, formando uma bela paisagem.  Esse rio separa  Águas Belas da praia de Barra Velha.
Águas Belas conta com algumas barracas de praia, mas não é bem  mais calma do que a vizinha Praia da Caponga.  Distância de Fortaleza: cerca de 60 km.

fotos: Rodrigo Paiva

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cascavel - Ceará

Entrada do Município

População: 66.142 habitantes (Censo demográfico de 2010)
Área da unidade territorial: 837,321 km²
Densidade demográfica: 78,99 habitantes/km²
Localização: litoral leste
Bioma: Caatinga
Distância de Fortaleza:  62 km
Limites:
Norte: Pindoretama, Aquiraz e o Oceano Atlântico,
Leste: Beberibe,
Sul: Beberibe e Ocara,
Oeste: Horizonte, Pacajus e Chorozinho 

Rua de Cascavel  

Existem várias versões para a origem do topônimo do Município de Cascavel, todas ligadas à  cascavel, nome genérico dado às cobras venenosas dos gêneros Crotalus e Sistrurus.
A cidade foi construída em cima do ninho de uma cascavel gigante. No local onde se diz haver este tal ninho, foi construída uma torre,  e no topo, colocada uma imagem de Nossa Senhora do Ó para que a santa impedisse a saída da cobra. 

Praça de Nossa Senhora do Ó

Devido a lenda, as autoridades mudaram o nome da cidade para São Bento, mas os habitantes não se acostumaram e continuaram a chamar de Cascavel, confiantes na força da santa que impedia que a cobra devastasse a cidade. Ninguém ousa retirar a imagem de cima da torre, com medo que a Cobra fuja e destrua tudo.
A outra lenda, a mais aceita, que diz que os mercadores que faziam a viagem a pé ou a cavalo para a capital e passavam por essas paragens e descansavam sob os pés de tamarineira (que na cidade era abundante), e em uma dessas  paragens encontram a árvore infestada de cobras cascavéis e a partir deste dia, começaram a se referir aquele lugar como "a passagem da Cascavel".

Casa no Centro Histórico
Casas no Centro Histórico
Prédio da antiga cadeia (em péssimo estado de conservação)

Quanto à origem do município, sabe-se que as terras às margens dos rios Choró e Piranji, e a zona costeira da embocadura do rio Choró, eram habitadas por diversas etnias indígenas, entre elas os Potiguaras, os Jenipapo-Kanyndés, os Anacés, os Jaguaribaras e outras. Com a ocupação definitiva do território do Ceará, depois do Tratado de Taborda, as terras do atual município de Cascavel receberam a visita de missionários católicos da Missão Apostolada que tinham planos de construir uma missão indígena que aglomerassem as diversas tribos indígenas, que acabaram sendo doadas a diversas famílias na forma de sesmarias.  
A missão religiosa nunca aconteceu, mas um templo foi construído: a capela do reduto, dedicada a Nossa Senhora do Ó.
Com o ciclo da carne-seca e charque, Cascavel se destaca como um entreposto comercial e de hospedagem entre Fortaleza, Aquiraz e Aracati, e devido a produção da cana-de-açúcar no sólo fértil do município.
Mais tarde, um segundo templo foi construído, dedicado a Nossa Senhora da Conceição, hoje, a igreja matriz.
Matriz de Nossa Senhora da Conceição
Interior da Matriz
Placa comemorativa

Ao redor da capela de Nossa Senhora do Ó, as fazendas de cana-de-açúcar e do comércio (Feira de São Bento) desenvolveu-se o atual centro urbano comercial e urbano de Cascavel.
O Distrito foi criado com a denominação de Cascavel, pelo decreto de 04-09-1832 e por ato provincial de 18-03-1832. 
Foi elevado à categoria de vila com a denominação de Cascavel, pela Resolução do Conselho do Governo de 05-05-1833, desmembrado dos municípios de Aquiraz e Aracati. Sede na atual vila de Cascavel. Constituído do distrito sede. Instalado em 17-10-1833.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Cascavel, pelo ato provincial nº 2039, de 02-11-1833.

Igreja de São Francisco
Patronato Juvenal de Carvalho 
Santa Casa de Cascavel
Mercado Público

Em divisão territorial datada de 17-I-1991, o município é constituído de 6 distritos: Cascavel, Caponga, Cristais, Guanacés, Jacarecoara e Pitombeiras.

Alguns usos e costumes que as pequenas cidades ainda mantêm 

carro de boi
pau-de-arara

Praias de Cascavel
Águas Belas
Barra Nova
Barra Velha
Balbino
Caponga

Fotos: Rodrigo Paiva
Fontes:
IBGE
Wikipedia