Com o golpe do Estado Novo, as Casas Legislativas foram fechadas. O Governo Federal escolhia os governadores do Estado, e estes, nomeavam os prefeitos. Fachada da antiga Câmara Municipal, onde hoje funciona o Museu do Ceará
(foto do arquivo Nirez)
Menezes Pimentel, professor, diretor da Faculdade de Direito
do Ceará, político extremamente conservador, foi eleito - em 1935 - pela maioria dos
deputados da LEC – Liga Eleitoral Católica – na Assembleia Legislativa para
governador constitucional do Estado, derrotando por 16 votos contra 14, o
candidato do PSD – Partido Social Democrata – José Accioly, filho de Nogueira
Accioly, numa eleição por via indireta.
Seu governo foi marcado pelo autoritarismo,
perseguição aos adversários políticos do PSD, destituição de prefeitos e
funcionários públicos que não apoiassem o seu grupo político. Cerca de duas mil
pessoas foram presas em Fortaleza neste período.
A eclosão da Intentona Comunista em 1935, em
Natal, Recife e Rio de Janeiro, foi usada como pretexto por Menezes Pimentel
para perseguir adversários que foram considerados subversivos.
O golpe do Estado Novo (10/11/1937) implantou uma ditadura em nível nacional, e contribuiu para aumentar o poder dos governadores dos Estados. Menezes Pimentel foi mantido no cargo por Getúlio Vargas, agora na condição de Interventor Federal. Seu autoritarismo foi, portanto fortalecido, já que o país se encontrava sob regime ditatorial.
Palácio da Luz, sede do Governo do Estado e residência do governador até 1963. Na mesma década de 1960 o palácio perdeu parte de sua fachada e o jardim interno, visto na segunda foto (Arquivo Nirez)
O golpe do Estado Novo (10/11/1937) implantou uma ditadura em nível nacional, e contribuiu para aumentar o poder dos governadores dos Estados. Menezes Pimentel foi mantido no cargo por Getúlio Vargas, agora na condição de Interventor Federal. Seu autoritarismo foi, portanto fortalecido, já que o país se encontrava sob regime ditatorial.
atual prédio da Polícia Civil na Praça do Voluntários, sede do DOPS durante o Estado Novo (foto Panorâmio)
a escritora Rachel de Queiroz foi presa incomunicável no Quartel do Corpo de Bombeiros em Fortaleza, pela polícia de Menezes Pimentel e Getúlio Vargas. Seu romance Caminho das Pedras foi apreendido e queimado junto com seus dois livros anteriores, O Quinze e João Miguel
Com Menezes Pimentel a Igreja continuou firme, influenciando
a sociedade civil, em nome da moral e dos bons costumes. O regime instaurado
fechou as lojas maçônicas, os centros espíritas e os terreiros de candomblé na
capital e no interior do Estado; as livrarias tiveram os estoques revisados
para apreensão de livros e de revistas portadoras de ideias amorais ou
subversivas. Instalou-se um serviço de controle de pensões e hotéis no sentido
de controlar os hóspedes. Até os aparelhos de rádio deveriam ser registrados na
polícia.
Interventor Francisco de Menezes Pimentel
Sobre o Estado Novo
Getúlio Dorneles Vargas governou o Brasil entre os anos 1930 e 1950, como presidente e como ditador
O getulismo também fecha as casas legislativas - federal, estaduais e municipais. Foi um período em que o discurso do progresso e da civilidade, tentou minimizar os problemas sociais da cidade, que já apresentava problemas decorrentes do crescimento populacional.
Apesar de o Estado Novo terminar em 1945, a nomeação dos gestores municipais perdura até o final de 1947. A época foi marcada pela quebra de continuidade administrativa. Em apenas três anos, Fortaleza conheceu nada menos de seis prefeitos.
Em 1948, com a volta das eleições diretas para prefeito, Fortaleza assiste à surpreendente vitória do candidato Acrísio Moreira da Rocha (PR). A imprensa da época dava como certo que a disputa se restringiria aos candidatos dos dois principais grupos políticos nacionais da época: Diogo Vital de Siqueira, da UDN, e Stênio Gomes da Silva, do PSD.
Fontes:
História do
Ceará, de Nelson Campos
Revista Fortaleza, Fascículo 4, de 30 de abril de 2006.








